Rondônia, 13 de Setembro de 2026
Professor registra boletim de ocorrência após relatar ameaças e possível capacitismo em escola estadual de Porto Velho

Professor registra boletim de ocorrência após relatar ameaças e possível capacitismo em escola estadual de Porto Velho

TERROR: Professor com TEA denuncia ameaça de morte e capacitismo dentro de escola estadual em Porto Velho

Porto Velho, RO - Um professor da rede pública estadual registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil de Rondônia relatando ter sido alvo de ameaças, humilhações e possível comportamento capacitista dentro da escola onde trabalha, em Porto Velho. O caso envolve dois servidores e, por enquanto, está baseado exclusivamente na versão apresentada pela vítima às autoridades, sem conclusão policial ou judicial.

Segundo o registro, o episódio ocorreu na manhã de 2 de dezembro de 2025, na Escola Estadual Sebastiana Lima de Oliveira, no bairro Eletronorte. O professor — identificado pelas iniciais C. E. V. O. — afirma que a situação começou após ele solicitar que a porta da sala dos professores fosse fechada para evitar distrações enquanto corrigia avaliações.

No relato, ele aponta que uma colega, identificada pelas iniciais S. C. L. A., teria reagido de maneira exaltada, proferindo ofensas pessoais e questionando um laudo médico que atesta que o professor possui Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ainda segundo o BO, a servidora teria dito que ele “não era autista” e o rotulado de forma pejorativa diante de outros funcionários.

O professor narra ainda que a docente teria feito uma ameaça direta: “vou dar um tiro na tua cara”, frase que, segundo ele, o levou a temer pela própria integridade física.

Em conversa com a reportagem, o servidor acrescentou que outros professores já haviam solicitado o fechamento da porta em ocasiões anteriores sem qualquer conflito. Para ele, o fato de apenas sua solicitação ter desencadeado a reação agressiva reforça a suspeita de tratamento discriminatório relacionado à sua condição de pessoa com TEA.

Até o momento, não há manifestação da professora citada, nem posicionamento da Secretaria de Estado da Educação sobre o caso. O episódio segue sob análise da Polícia Civil, que deverá ouvir as partes envolvidas e eventuais testemunhas.

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