Rondônia, 13 de Setembro de 2026
Brasileira Luana Lara se torna a mulher bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna, diz Forbes

Brasileira Luana Lara se torna a mulher bilionária mais jovem do mundo a construir a própria fortuna, diz Forbes

Empresária é formada em ciência da computação pelo MIT e já trabalhou como bailarina profissional. As informações são da revista Forbes.

Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi. — Foto: Reprodução/Instagram

Porto Velho, RO - A brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, cofundadora da plataforma de previsões Kalshi, tornou-se nesta semana a mulher bilionária mais jovem do mundo a fazer fortuna por conta própria, segundo a revista Forbes. O avanço no patrimônio ocorreu após a startup levantar US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) em uma rodada de investimentos concluída na terça-feira (2).

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Luana Lara, a brasileira que se tornou a bilionária mais jovem do mundo sem herança

A operação foi liderada pela Paradigm, empresa de capital de risco especializada em criptomoedas, e contou com a participação de gigantes como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz (a16z) e Y Combinator.

O que a Kalshi faz

Fundada em 2018, a Kalshi funciona como uma bolsa de contratos de eventos, permitindo que pessoas negociem com base na probabilidade de acontecimentos futuros — como indicadores econômicos, mudanças políticas ou decisões governamentais.

A proposta é transformar previsões sobre “o que vai acontecer” em ativos negociáveis, aproximando-se do que descrevem como um “mercado de informação”.

Segundo a Forbes, o valor de mercado da Kalshi saltou de US$ 2 bilhões (junho de 2025) para US$ 11 bilhões em dezembro, uma valorização de mais de cinco vezes em menos de seis meses. Com isso, tanto Luana quanto seu cofundador, Tarek Mansour, passaram a integrar a lista de bilionários globais.


Quem é Luana Lopes Lara

Nascida no Brasil na segunda metade dos anos 1990, Luana formou-se em Ciência da Computação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), uma das universidades mais prestigiadas do mundo.

Antes da carreira tecnológica, acumulou conquistas diversas:

    * medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia;
    * medalha de bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática;
    * formação na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil;
    * atuação como bailarina profissional na Áustria por nove meses após concluir o ensino médio.


Nos Estados Unidos, ingressou no mercado financeiro ainda como estudante, trabalhando na Bridgewater, uma das maiores gestoras de fundos do mundo. O sócio, Tarek Mansour, atuou no Goldman Sachs.


Como nasceu a Kalshi

A ideia surgiu quando os dois perceberam que grande parte das decisões financeiras dependia de previsões sobre eventos futuros, mas que não existia um mercado estruturado para negociar diretamente esses resultados.

Com isso, criaram a Kalshi como uma plataforma simples, direta e baseada em contratos que respondem a perguntas objetivas — por exemplo, “A inflação dos EUA vai subir neste mês?”, “O governo entrará em paralisação?”, “O Fed cortará juros na próxima reunião?”.

Regulamentação inédita

Em 2020, a Kalshi obteve da Commodities Futures Trading Commission (CFTC) a autorização para operar como Designated Contract Market (DCM), tornando-se a primeira bolsa totalmente regulamentada dos EUA dedicada a contratos de eventos. Ela passou a dividir o status com instituições como a Chicago Mercantile Exchange (CME) e a Intercontinental Exchange (ICE).

Disputa judicial e vitória histórica

Em 2024, a empresa pediu autorização à CFTC para oferecer contratos de eventos eleitorais — como previsões sobre quem venceria determinadas disputas. O órgão regulador negou o pedido, alegando riscos à integridade eleitoral e possibilidade de manipulação.

A Kalshi entrou na Justiça para contestar a decisão.
O tribunal federal decidiu a favor da empresa, permitindo que ela oferecesse negociações eleitorais com supervisão regulatória, tornando-se assim a primeira plataforma legalizada desse tipo nos Estados Unidos.

Fonte: G1

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