Rondônia, 24 de maio de 2026
Bancários de todo o país fizeram paralisação nesta quinta-feira

Bancários de todo o país fizeram paralisação nesta quinta-feira

Categoria reivindica aumento real, valorização dos benefícios e criação de piso para trabalhadores de tecnologia da informação - © Elza Fiúza/Agência Brasil

Porto Velho, RO - Bancários de todo o país realizam uma paralisação nesta quinta-feira (20) como parte da campanha salarial da categoria. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a mobilização deve atingir trabalhadores de bancos públicos e privados.

Entre as principais reivindicações estão aumento real de salários, valorização dos pisos da categoria, reajustes nos vales-refeição e alimentação, participação nos lucros e resultados (PLR) e a criação de um piso específico para trabalhadores da área de tecnologia da informação (TI).

A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, afirmou que a categoria pretende manter a mobilização até que haja uma proposta considerada adequada.

“Não sairemos desta campanha sem a justa valorização dos bancários, que construíram o lucro de R$ 171 bilhões dos bancos em 2025”, declarou.

Segundo Neiva, a paralisação desta quinta-feira busca pressionar as instituições financeiras antes da próxima rodada de negociações.

Bancos ainda não apresentaram índice de reajuste

De acordo com a Contraf, até o momento os bancos não apresentaram uma proposta de índice de reajuste salarial. Uma nova reunião entre representantes dos trabalhadores e das instituições financeiras está prevista para a próxima segunda-feira (24).

A entidade afirma que o setor bancário apresentou resultados expressivos em 2025. Segundo os dados divulgados pela Contraf, o patrimônio líquido dos bancos chegou a R$ 1,2 trilhão no ano passado, enquanto o lucro anual por empregado teria alcançado R$ 438 mil.

A participação nos lucros também é apontada como um dos pontos de divergência. A Contraf afirma que, em 1995, bancos privados distribuíam um percentual de PLR que chegava a 14%. Em 2025, a média teria ficado em 5,9%.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) foi procurada para comentar a paralisação e as reivindicações dos trabalhadores, mas não havia se manifestado até a publicação das informações.

Fonte: Agência Brasil

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