Porto Velho, RO - A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (9), a Operação Dreno, para aprofundar as investigações sobre uma possível apropriação e desvio de recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) utilizados durante as eleições municipais de 2024 em Rondônia.
A investigação teve início a partir da análise de prestações de contas eleitorais. Durante o trabalho, os investigadores identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo uma empresa contratada para prestar serviços contábeis a campanhas eleitorais.
Investigação começou com análise de contas eleitorais
Segundo a Polícia Federal, as apurações apontaram movimentações de recursos de origem eleitoral que teriam sido posteriormente transferidos para pessoas físicas e jurídicas relacionadas à empresa investigada.
Também foram identificadas outras transações financeiras cuja relação com os serviços declarados nas prestações de contas ainda está sendo analisada pelos investigadores.
A operação busca esclarecer a origem, o destino e a finalidade dos recursos movimentados, além de verificar eventual participação de outras pessoas ou empresas no esquema investigado.
PF apreende dinheiro e equipamentos
Durante o cumprimento das medidas judiciais, os agentes da Polícia Federal apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e aproximadamente R$ 56,3 mil em dinheiro.
O material recolhido deverá ser analisado para auxiliar na identificação das movimentações financeiras e na compreensão do possível mecanismo utilizado para o desvio dos recursos.
A quantia em espécie também será submetida aos procedimentos de investigação e análise pericial, conforme necessário.
Recursos do Fundo Eleitoral estão no centro da investigação
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) é utilizado para financiar campanhas eleitorais e está sujeito a regras específicas de aplicação e prestação de contas.
No caso investigado pela Operação Dreno, a Polícia Federal apura se recursos públicos destinados às campanhas municipais de 2024 foram utilizados de maneira irregular.
As investigações ainda estão em andamento e deverão analisar documentos, equipamentos eletrônicos e movimentações financeiras para determinar se houve efetivamente apropriação ou desvio de recursos públicos.
Até o momento, os investigados são tratados como suspeitos, e a eventual responsabilidade criminal dependerá da conclusão das investigações e das decisões das autoridades competentes.