Porto Velho, RO - O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) decidiu, nesta quinta-feira (4), acolher o recurso do Ministério Público do DF (MPDFT) e tornar o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, réu por estelionato. A decisão foi unânime entre os desembargadores da 3ª Turma Criminal.
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Bruno Henrique e irmão viram réus por fraude em apostas
Com isso, outros oito acusados também passam a responder pelo mesmo crime. Todos eles já eram réus por fraude em apostas esportivas, em um esquema investigado desde 2023.
A defesa de Bruno Henrique afirmou, em nota, que o acolhimento do recurso contraria a decisão fundamentada do juiz de primeira instância e que irá recorrer novamente “aos órgãos competentes”. O g1 tenta contato com os advogados dos demais réus.
Entenda o caso
Denúncia por fraude
Em 25 de julho, o MPDFT denunciou Bruno Henrique, seu irmão Wander Nunes Pinto e outras sete pessoas por fraude em apostas esportivas.
🔎 Segundo o Ministério Público, o jogador teria forçado a aplicação de um cartão amarelo durante a partida contra o Santos, em novembro de 2023, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.
Rejeição e recurso
O juiz Fernando Brandini Barbagalo, da 7ª Vara Criminal do DF, aceitou a denúncia por fraude, mas rejeitou a acusação de estelionato, alegando ausência de representação formal das supostas vítimas — as casas de apostas.
Ele destacou que as empresas não manifestaram vontade clara de representar criminalmente, apenas responderam a ofícios da Polícia Federal e do Ministério Público.
Mesmo após recurso do MP, o juiz manteve sua decisão em setembro, entendendo que não havia elementos para incluir o estelionato.
Decisão do TJ
Agora, o Tribunal de Justiça divergiu do juiz de primeiro grau e aceitou o recurso do MP, tornando todos os nove acusados réus também por estelionato.
Linha do tempo do caso
* Novembro/2023: Jogo Santos x Flamengo no Mané Garrincha, em que o cartão amarelo teria sido forçado.* 25 de julho/2025: Bruno Henrique e seu irmão viram réus por fraude em apostas.
* 12 de agosto/2025: MP recorre e pede inclusão do crime de estelionato.
* 25 de agosto/2025: Defesa apresenta argumentos contra o recurso.
* 8 de setembro/2025: Juiz mantém rejeição ao estelionato.
* 4 de dezembro/2025: TJDF aceita o recurso do MP e inclui o estelionato.
Por que o MP acusa estelionato?
O Ministério Público sustenta que os investigados obtiveram vantagem ilícita enganando casas de apostas, o que configuraria o crime.
O que o juiz havia entendido antes?
Que para seguir com a denúncia por estelionato seria necessário que as casas de apostas se manifestassem claramente como vítimas — o que não ocorreu, segundo ele.
Agora, com a nova decisão, o processo segue na segunda instância para análise completa das acusações.
Fonte: G1