Rondônia, 13 de Setembro de 2026
Pesquisa mostra que maioria dos norte-americanos rejeita ataques dos EUA a embarcações suspeitas de tráfico perto da Venezuela

Pesquisa mostra que maioria dos norte-americanos rejeita ataques dos EUA a embarcações suspeitas de tráfico perto da Venezuela

Pesquisa mostra que 48% dos entrevistados são contra os ataques

© Donald Trump Truth Social/Divulgação

Porto Velho, RO - Uma ampla parcela dos norte-americanos se opõe à campanha militar dos Estados Unidos que tem realizado ataques fatais contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no Pacífico, próximos à Venezuela. É o que revela uma nova pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (8).

Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados são contra os ataques, executados sem autorização judicial e responsáveis pela morte de 87 pessoas. Outros 34% apoiam a operação, enquanto 18% estão indecisos.

O estudo também expõe forte divisão partidária. Entre os republicanos – base do presidente Donald Trump –, 67% apoiam os ataques e 19% se opõem. Já entre democratas, o cenário se inverte: 80% são contra e 9% a favor.

A pesquisa foi realizada em meio ao aumento das tensões entre EUA e Venezuela, enquanto Trump avalia novas medidas para conter o que Washington descreve como envolvimento do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no tráfico de drogas. Maduro nega quaisquer ligações.

O governo norte-americano argumenta que a estratégia visa impedir a ação de “narcoterroristas”, termo usado para descrever grupos venezuelanos classificados como organizações terroristas estrangeiras que enviam drogas para os Estados Unidos.

Entretanto, especialistas ouvidos pela Reuters afirmam que os ataques podem ser ilegais, uma vez que não há provas divulgadas de que as embarcações realmente transportavam drogas, e que explodi-las, em vez de deter e investigar seus ocupantes, pode caracterizar uso excessivo de força. Eles também lembram que a Constituição dos EUA atribui ao Congresso — e não ao presidente — o poder de declarar guerra, prerrogativa necessária para sustentar uma campanha militar prolongada.

A pesquisa online entrevistou 4.434 adultos em todo o país e possui margem de erro de 2 pontos percentuais.


Fonte: Agência Brasil

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