Rondônia, 24 de maio de 2026
Proibição de rede social para crianças entra em vigor na Austrália

Proibição de rede social para crianças entra em vigor na Austrália

Medida atrai críticas de empresas e elogios de defensores das crianças

© Rovena Rosa/Agência Brasil

Porto Velho, RO - A Austrália entrou para a história ao se tornar o primeiro país do mundo a proibir o acesso de menores de 16 anos a redes sociais, incluindo plataformas como TikTok, YouTube, Instagram e Facebook. A medida entrou em vigor à meia-noite desta quarta-feira (10) — 10h de terça-feira no horário de Brasília.

Dez das maiores plataformas digitais estão obrigadas a bloquear o acesso de crianças, sob risco de enfrentar multas que podem chegar a A$ 49,5 milhões (cerca de US$ 33 milhões).

A legislação gerou críticas de grandes empresas de tecnologia e de grupos que defendem a liberdade de expressão, mas foi amplamente celebrada por pais e organizações de proteção à infância, que há anos pedem ações mais firmes sobre o impacto das redes sociais na saúde mental e segurança dos jovens.

A iniciativa australiana também desperta atenção mundial. Diversos países discutem medidas semelhantes baseadas em restrições de idade, diante de preocupações crescentes com os efeitos de algoritmos e conteúdos nocivos sobre crianças e adolescentes.

Em uma mensagem direcionada a estudantes, o primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que o objetivo da proibição é “aliviar a pressão” exercida pelos feeds infinitos e dar mais bem-estar aos jovens. O vídeo, segundo a Sky News Australia, deve ser exibido nas escolas durante a semana.

“Aproveite ao máximo as férias escolares que estão chegando. Em vez de passá-las no celular, comece um esporte novo, aprenda um instrumento ou leia aquele livro parado na estante”, disse Albanese. “E o mais importante: passem tempo de qualidade com amigos e família, cara a cara.”

A decisão encerra meses de especulação sobre a viabilidade de impedir crianças de acessar tecnologias profundamente integradas ao cotidiano moderno. Especialistas afirmam que o país acaba de inaugurar um experimento global, que será acompanhado de perto por governos que cobram das big techs maior responsabilidade e medidas de redução de danos.

“Embora a Austrália seja a primeira a adotar tais restrições, é improvável que seja a última”, observa Tama Leaver, professora de estudos da internet da Curtin University. “Governos ao redor do mundo estão observando como o poder das grandes empresas de tecnologia foi desafiado com sucesso. A proibição na Austrália é um sinal claro do que está por vir.”


Fonte: Agênica Brasil

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