FIM DE GOVERNO: MPT investiga atraso de salários em contrato terceirizado da Polícia Civil de Rondônia

FIM DE GOVERNO: MPT investiga atraso de salários em contrato terceirizado da Polícia Civil de Rondônia

MPT instaura inquérito para apurar atraso de salários em contrato terceirizado ligado à Polícia Civil de Rondônia

Porto Velho, RO - O Ministério Público do Trabalho (MPT), por meio da Procuradoria Regional do Trabalho da 14ª Região (PRT-14), com sede em Porto Velho, instaurou inquérito civil para apurar possíveis atrasos no pagamento de salários e benefícios trabalhistas em contrato de terceirização vinculado à Polícia Civil do Estado de Rondônia.

A apuração foi formalizada no Procedimento nº 000027.2025.14.000/8 e envolve o Estado de Rondônia, a empresa G. J. Seg Vigilância Ltda – ME e a Polícia Civil. A portaria de instauração foi assinada pela procuradora do trabalho Camilla Holanda Mendes da Rocha.

Segundo o MPT, há indícios de descumprimento de direitos trabalhistas de empregados terceirizados que atuam em atividades relacionadas à segurança pública. O foco da investigação é verificar a ocorrência de atrasos recorrentes no pagamento de salários, décimo terceiro salário e outros benefícios legais.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, a situação pode caracterizar violação de direitos sociais constitucionalmente assegurados, além de possíveis falhas na fiscalização do contrato por parte do poder público.

Responsabilidade do Estado na terceirização

O procedimento também analisa a responsabilidade do Estado de Rondônia na execução do contrato. Embora a empresa privada seja a empregadora direta, a legislação impõe à Administração Pública o dever de fiscalização contínua e efetiva dos contratos administrativos.

A ausência dessa fiscalização pode ensejar a responsabilização do ente público, inclusive de forma subsidiária ou solidária, pelos débitos trabalhistas eventualmente apurados.

Entre os pontos sob análise estão:

    * atraso ou mora contumaz no pagamento de salários;
    * irregularidades no pagamento do décimo terceiro salário;
    * falhas na fiscalização do contrato administrativo;
    * impactos das condutas na dignidade e subsistência dos trabalhadores terceirizados.


Notificação da Polícia Civil

Como primeira diligência, o Ministério Público do Trabalho determinou a notificação da Polícia Civil do Estado de Rondônia, que deverá se manifestar no prazo de 30 dias. O órgão deverá informar:
    * se a situação dos pagamentos foi regularizada;
    * quais providências foram adotadas diante das denúncias;
    * como está sendo realizada a fiscalização do contrato com a empresa terceirizada.


Após a análise das informações prestadas, o MPT poderá aprofundar a investigação, propor a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou ajuizar ação civil pública, caso sejam confirmadas as irregularidades.

Defesa do trabalhador e controle do gasto público

A instauração do inquérito reforça a atuação do Ministério Público do Trabalho na defesa dos direitos dos trabalhadores e no controle da correta aplicação dos recursos públicos, especialmente em contratos de terceirização que envolvem atividades permanentes da Administração Pública.

O inquérito foi instaurado em 11 de dezembro de 2025, em Porto Velho, e segue os princípios da legalidade, transparência e proteção ao trabalhador, sob a responsabilidade da procuradora do trabalho Camilla Holanda Mendes da Rocha.


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