Rondônia, 24 de maio de 2026
Rússia promete destruição de estrangeiros que lutam pela Ucrânia

Rússia promete destruição de estrangeiros que lutam pela Ucrânia

Governo russo afirmou que equipes de espionagem detectaram soldados falando inglês e francês na linha de frente

Porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov afirma que militares russos detectaram inglês e francês nas linhas de frente; Otan nega envio de tropas, mas há relatos de presença de conselheiros e agentes de inteligência ocidentais na Ucrânia.

Porto Velho, RO - O governo russo declarou nesta terça-feira (28) que tropas russas vêm ouvindo repetidamente línguas estrangeiras — principalmente inglês e francês — faladas por combatentes na linha de frente na Ucrânia, e afirmou que tais combatentes estrangeiros estão sendo “destruídos”. A declaração foi dada pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante entrevista a repórteres quando questionado sobre relatos de que a França poderia enviar soldados ao país.

A Aliança Atlântica (Otan), liderada pelos Estados Unidos, mantém que apoia a Ucrânia com equipamento e assistência, mas não enviou soldados para combater no território ucraniano. Autoridades e veículos de imprensa ocidentais colocaram em evidência, nos últimos meses, a presença de assessores, conselheiros e agentes de inteligência de países aliados atuando junto às forças ucranianas — distinção que Moscou frequentemente usa para acusar diretamente a Otan de envolvimento.

Peskov reiterou a narrativa russa de que militares estrangeiros estariam presentes e atuando no conflito: “Nossos militares ouvem discursos estrangeiros, eles ouvem constantemente línguas estrangeiras na linha de frente. Então, esses estrangeiros estão lá, nós os estamos destruindo. Nossos militares continuarão fazendo seu trabalho”, afirmou o porta-voz, segundo a agência.

Analistas alertam que alegações de presença direta de tropas estrangeiras elevam o risco de escalada retórica e podem alimentar novas medidas diplomáticas e militares. A questão segue como ponto de tensão nas relações entre Moscou, Kiev e os países ocidentais que apoiam a Ucrânia, sem comprovação pública de presença de unidades regulares da Otan no terreno de combate.

Fonte: CNN Brasil.

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