Porto Velho, RO - Uma operação da Polícia Militar resultou na apreensão de aproximadamente 16,2 quilos de drogas em dois imóveis de Ji-Paraná, na região central de Rondônia. A ação ocorreu após denúncias sobre a utilização de uma motocicleta para realizar entregas de entorpecentes na cidade.
As informações recebidas pela PM indicavam que uma Honda CB 300 amarela estaria sendo utilizada nas entregas. Segundo os relatos repassados aos policiais, os pedidos seriam feitos por meio de um sistema conhecido como “disque-drogas”.
Durante as diligências, as equipes chegaram a um apartamento localizado na Avenida Brasil, entre as ruas T-1 e T-2. No imóvel, apontado pela polícia como local utilizado para armazenar e comercializar drogas, foram encontrados aproximadamente 12,3 quilos de skank, além de três balanças, uma câmera de segurança e rolos de filme plástico.
As buscas prosseguiram e os policiais chegaram a uma residência situada na Rua Rio Urupá, no bairro Orleans. No local, foram apreendidos aproximadamente 3,9 quilos de pasta base de cocaína, divididos em tabletes, além de um aparelho celular.
Suspeito é preso
Durante a operação, os policiais localizaram Eduardo Baía Silva, de 26 anos, conhecido como “Dudu”, que recebeu voz de prisão.
Conforme o relato da Polícia Militar, o suspeito teria admitido ser o proprietário das drogas encontradas nos imóveis. Ainda segundo a polícia, ele teria afirmado trabalhar para a facção criminosa Comando Vermelho.
A PM informou também que os pagamentos pelas drogas, conforme o relato atribuído ao suspeito, seriam realizados por meio de conta bancária ou chave Pix vinculada à organização criminosa.
Além dos entorpecentes, os policiais apreenderam os equipamentos e materiais encontrados nos dois imóveis. A motocicleta Honda CB 300 amarela, citada nas denúncias como possível veículo utilizado nas entregas, também foi recolhida.
Após a prisão, Eduardo Baía Silva foi encaminhado à Unisp de Ji-Paraná, onde permaneceu à disposição da autoridade policial.
O caso deverá continuar sendo investigado pelas autoridades para apurar a origem das drogas, a possível participação de outras pessoas e a dinâmica de comercialização dos entorpecentes.