Rondônia, 13 de Setembro de 2026
Defesa de Daniel Vorcaro pede ao STF investigação sobre vazamento de conversas privadas

Defesa de Daniel Vorcaro pede ao STF investigação sobre vazamento de conversas privadas



Advogados do ex-banqueiro alegam exposição indevida da intimidade e solicitam a identificação dos responsáveis pela divulgação de mensagens relacionadas ao caso Master.

A defesa de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro investigado no caso Master, encaminhou nesta sexta-feira, 16 de outubro, um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja apurado o vazamento de conversas privadas relacionadas às investigações envolvendo o empresário.

A petição foi direcionada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. No documento, os advogados afirmam que a divulgação de mensagens e informações pessoais provocou uma exposição pública considerada excessiva e prejudicial ao investigado.

A defesa questiona a circulação de conversas particulares, incluindo comunicações mantidas com advogados. Segundo os representantes de Vorcaro, parte desse material passou a ser divulgada publicamente sem que houvesse, conforme alegam, esclarecimentos suficientes sobre a autenticidade das mensagens e as circunstâncias em que foram obtidas.

Os advogados sustentam que o episódio deve ser investigado para identificar a origem dos vazamentos e verificar se houve prática de irregularidades. Na avaliação da defesa, a divulgação de informações privadas não deve, por si só, servir como fundamento para novas medidas investigativas contra o ex-banqueiro.

O pedido apresentado ao STF também busca a responsabilização de eventuais envolvidos no vazamento, caso sejam constatadas condutas ilegais.

Daniel Vorcaro foi preso em março de 2026 e está custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal, conforme as informações divulgadas sobre o caso.

O ex-banqueiro é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e circunstâncias envolvendo uma tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.

As investigações buscam esclarecer possíveis irregularidades nas operações financeiras e nas negociações envolvendo as duas instituições. O pedido da defesa sobre o vazamento das conversas constitui uma questão distinta, relacionada à divulgação de informações privadas durante o andamento do caso.

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