Rondônia, 24 de maio de 2026
MPRO deflagra segunda fase da Operação Labirinto de Bronze em Rondônia

MPRO deflagra segunda fase da Operação Labirinto de Bronze em Rondônia

Nova etapa cumpre três prisões preventivas, mandado de busca e apreensão e amplia bloqueios patrimoniais após análise de materiais apreendidos na primeira fase

Porto Velho, RO - O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (21) a segunda fase da Operação Labirinto de Bronze, que investiga, em tese, crimes de lavagem de dinheiro e constituição e manutenção de milícia privada.

A nova etapa é um desdobramento da operação iniciada em 26 de maio de 2026, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão e adotadas medidas de constrição patrimonial em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho.

Nesta terça-feira, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, além de um mandado de busca e apreensão em Ariquemes. Também foram determinadas medidas cautelares diversas da prisão contra uma das investigadas. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho.

Segundo o MPRO, a segunda fase foi deflagrada após o avanço das investigações e a análise de aparelhos eletrônicos e documentos apreendidos na primeira etapa. Os novos elementos, conforme o órgão, reforçaram os indícios da existência de uma estrutura armada e hierarquizada, com divisão de tarefas, voltada à atuação em conflitos fundiários, além de um esquema destinado à ocultação e dissimulação de patrimônio.

As diligências também permitiram, de acordo com o Ministério Público, individualizar a participação de outros investigados cuja atuação ainda não estava suficientemente delimitada durante a primeira fase.

Novas medidas patrimoniais

A Justiça também autorizou uma medida assecuratória patrimonial complementar, solicitada pelo MPRO após a identificação da participação econômica de um dos investigados em uma empresa formalmente registrada em nome de terceiro.

A medida foi requerida porque as constrições patrimoniais realizadas na primeira fase não haviam sido suficientes para alcançar o limite global de aproximadamente R$ 48 milhões estabelecido judicialmente.

Com base em novos elementos telemáticos, societários e financeiros reunidos durante as investigações, foi determinado o sequestro de 50% das quotas, direitos societários e direitos econômicos vinculados à empresa, sediada em Aparecida de Goiânia (GO).

Na primeira fase da operação, as medidas patrimoniais alcançaram valores superiores a R$ 48 milhões, incluindo bloqueios financeiros, indisponibilidade de imóveis, apreensão de veículos e constrição de 1.611 cabeças de gado bovino.

Investigação

A Operação Labirinto de Bronze é resultado de Procedimento Investigatório Criminal instaurado pelo Gaeco. Conforme o MPRO, a investigação apura a possível atuação de uma estrutura organizada e mecanismos utilizados para ocultar a origem e a titularidade de patrimônio supostamente ilícito.

A fase ostensiva da segunda etapa conta com apoio operacional da Polícia Civil de Rondônia, da Polícia Técnico-Científica (Politec/RO) e da Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (Fticco).

Segundo o MPRO, o nome da operação faz referência ao histórico de fuga e evasão das ações dos órgãos de segurança pública atribuído ao principal investigado e à complexidade da estrutura de ocultação patrimonial identificada durante as investigações. Entre os mecanismos apontados estão a utilização de empresas, movimentações financeiras fracionadas, interpostas pessoas e patrimônio rural.

O Ministério Público informou que mantém as investigações para apurar a extensão da estrutura investigada e eventual participação de outros envolvidos.

Fonte: MP/RO

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