Porto Velho, RO - A pesquisa Quaest para o Governo de Rondônia, divulgada nesta terça-feira (25), mostra o senador Marcos Rogério (PL) na liderança da disputa pelo Palácio Rio Madeira, com 24% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), com 21%.
O levantamento foi encomendado pela Rede Amazônica e ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 21 e 24 de agosto de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Expedito Netto (PT) e Hildon Chaves (União) aparecem empatados com 10% cada. Samuel Costa (PSB) tem 2%, enquanto Pedro Abib (MDB) registra 1%.
Outros 10% disseram que votariam em branco, anulariam o voto ou não pretendem votar. Já 22% ainda estão indecisos.
Pesquisa espontânea
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Adailton Fúria aparece com 12%, enquanto Marcos Rogério tem 11%.
Hildon Chaves registra 4% e Expedito Netto, 3%. Outros nomes somam 1%. Os votos brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar representam 4%.
O maior grupo, porém, é formado pelos indecisos, que chegam a 65% na pesquisa espontânea.
Maioria diz ter voto definido
A Quaest também perguntou aos entrevistados se a escolha do candidato já está definida. 57% afirmaram que a decisão é definitiva, enquanto 42% disseram que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro.
Cenários de segundo turno
A pesquisa apresentou seis simulações de segundo turno.
No confronto entre Marcos Rogério e Adailton Fúria, Marcos aparece com 40%, contra 29% de Fúria. Brancos, nulos e nenhum somam 16%, enquanto 15% estão indecisos.
Contra Expedito Netto, Marcos Rogério registra 49%, enquanto Expedito tem 23%. No cenário entre Marcos Rogério e Hildon Chaves, o placar é de 47% a 20%.
Adailton Fúria também aparece à frente de Hildon Chaves, com 37% contra 23%. Contra Expedito Netto, Fúria registra 41%, enquanto o petista tem 18%.
Já no cenário entre Expedito Netto e Hildon Chaves, Hildon aparece com 33%, contra 27% de Expedito.
Saúde é apontada como principal problema
A saúde aparece como o principal problema de Rondônia para 37% dos entrevistados.
Na sequência estão violência (13%), infraestrutura (9%), corrupção (7%), desemprego (4%), economia (4%) e educação (3%).
Apoio político de Lula e Flávio Bolsonaro
Sobre o perfil político do próximo governador, 43% dos entrevistados disseram preferir um governador aliado de Flávio Bolsonaro. Outros 30% preferem um governador independente e 23% querem um aliado do presidente Lula.
O apoio de Lula aumenta a chance de voto para 18% dos entrevistados, enquanto 36% afirmam que não muda nada e 43% dizem que diminui a possibilidade de votar em um candidato apoiado pelo presidente.
No caso de Flávio Bolsonaro, 36% afirmam que o apoio aumenta a chance de voto, 42% dizem que não muda nada e 19% afirmam que diminui a possibilidade de votar no candidato.
Rejeição dos candidatos
Entre os candidatos avaliados pela pesquisa, Expedito Netto apresenta o maior índice de rejeição: 40% dos entrevistados dizem conhecê-lo, mas que não votariam nele.
Marcos Rogério aparece com 27% de rejeição. Hildon Chaves tem 22%, Adailton Fúria registra 18%, Samuel Costa 13% e Pedro Abib 10%.
Por outro lado, 47% afirmam não conhecer Adailton Fúria e 58% dizem não conhecer Hildon Chaves.
Avaliação do governo Marcos Rocha
A pesquisa também avaliou a atual administração estadual. 46% dos entrevistados aprovam o governo, enquanto 34% desaprovam. Outros 20% não souberam ou não responderam.
Na avaliação geral, 32% consideram o governo positivo, 44% avaliam como regular e 17% como negativo.
Questionados se Marcos Rocha merece ser reeleito ou eleger um sucessor, 45% responderam que não, enquanto 38% disseram que o governador merece continuar no comando do estado. Outros 17% não souberam ou não responderam.
Mudança no governo
Sobre os rumos que o próximo governador deveria tomar, 44% defendem uma mudança total. Outros 34% preferem que seja alterado apenas o que não está funcionando, enquanto 17% querem a continuidade do trabalho atual.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RO-05711/2026 e BR-00490/2026.
Fonte: G1