Porto Velho, RO - Algumas histórias começam muito antes de chegar ao lugar onde finalmente encontram seu lar. A de Marta Helena começou ainda na adolescência, quando descobriu no artesanato não apenas um talento, mas uma forma de transformar criatividade, sonhos e dedicação em profissão.
Marta também descobriu que o artesanato pode ser ainda mais forte quando feito de forma coletivaEm junho de 2008, o destino trouxe Marta para Porto Velho. Ela, que sempre teve o sonho de conhecer e viver no Norte do país, conta que bastou chegar para se apaixonar pela cidade e decidir que ali construiria sua história.
Desde então, o artesanato se tornou muito mais do que um trabalho. Foi por meio dele que Marta criou os quatro filhos, sustentou a família e construiu uma vida inteira dedicada àquilo que ama.
“Eu nunca tive outra fonte de renda. Criei, sustentei e formei quatro filhos com o artesanato. Trabalhar com o que a gente gosta é apaixonante. É preciso se dedicar a vida”, conta Marta.
Ao longo dessa trajetória, Marta também descobriu que o artesanato pode ser ainda mais forte quando feito de forma coletiva. Hoje, ela trabalha em parceria com mais de 20 artesãos, reunindo diferentes talentos e produções.
Artesanato se tornou muito mais do que um trabalhoPara ela, essa união é fundamental, principalmente para quem precisa conciliar a produção das peças com a comercialização.
“Ninguém dá conta de ter uma loja, vender e produzir tudo sozinho. Essa parceria é muito importante para que a gente consiga oferecer mais produtos, atender melhor e também valorizar o trabalho de cada artesão”.
Mais do que produzir peças, Marta preserva saberes, memórias e tradições. Seu trabalho representa a força de quem transforma as próprias mãos em instrumento de sustento, criatividade e cultura.
Para o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, histórias como a de Marta mostram a importância de valorizar quem mantém viva a identidade cultural da cidade.
Hoje, ela trabalha em parceria com mais de 20 artesãos, reunindo diferentes talentos e produções“Valorizar o artesanato é valorizar as pessoas que, com talento, dedicação e criatividade, ajudam a preservar a nossa história e a nossa identidade. São histórias como a da Marta que mostram a força da nossa gente e a importância de criar oportunidades para que os nossos artistas e artesãos possam continuar produzindo e transformando vidas.”
À frente da Fundação Cultural de Porto Velho (Funcultural), Débora Figueiredo também destaca a importância de fortalecer quem faz da cultura um instrumento de transformação.
“Quando a gente olha para uma história como a da Marta, entende que cultura não está apenas nos grandes eventos. Ela está nas mãos de quem cria, nos saberes que passam de geração em geração e nas pessoas que fazem da sua arte uma forma de viver. Nosso compromisso é justamente fortalecer essas histórias, valorizar os nossos artistas e artesãos e fazer com que cada vez mais pessoas tenham oportunidade de mostrar o seu trabalho.”
Artesanato de Marta conta a história de uma mulher que transformou talento em profissãoA trajetória de Marta é também a história de tantas outras pessoas que escolheram Porto Velho para recomeçar, construir sonhos e deixar sua marca.
Ela chegou em 2008 procurando um lugar para chamar de lar. Encontrou uma cidade pela qual se apaixonou e, ao longo dos anos, ajudou também a construir a identidade cultural da capital por meio da arte.
Porque, no fim, o artesanato de Marta não conta apenas a história de objetos feitos à mão.
Conta a história de uma mulher que transformou talento em profissão, profissão em sustento e sustento em uma vida inteira dedicada àquilo que ama.
Uma história feita à mão, com trabalho, coragem e amor por Porto Velho.
Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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