Rondônia, 31 de março de 2026
Hildon Chaves destaca equilíbrio fiscal e legado financeiro ao deixar Prefeitura de Porto Velho

Hildon Chaves destaca equilíbrio fiscal e legado financeiro ao deixar Prefeitura de Porto Velho

Ex-prefeito afirma ter quitado dívidas herdadas, elevado a nota de crédito do município e deixado R$ 400 milhões em caixa ao fim da gestão

Porto Velho, RO - O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, afirmou que assumiu a administração municipal em 2017 com uma dívida estimada em R$ 585 milhões e encontrou uma prefeitura com baixa capacidade financeira e diversas obras paralisadas.

Segundo Hildon, ao encerrar seu segundo mandato, em dezembro de 2024, todas as dívidas herdadas haviam sido equacionadas e o município contava com aproximadamente R$ 400 milhões em caixa, distribuídos entre as principais contas da administração.

“A prefeitura não tinha mais crédito na praça, nem para comprar um pneu de bicicleta. Porto Velho tinha uma série de obras inacabadas e nem um centavo para fazer investimentos”, recordou.

Atualmente pré-candidato ao Governo de Rondônia pela Federação União Progressistas, Hildon atribui os resultados de sua gestão à adoção de medidas voltadas ao controle das contas públicas, à melhoria dos processos administrativos e ao combate à corrupção.

Gestão fiscal e capacidade de investimento

De acordo com o ex-prefeito, a administração municipal alcançou a classificação de crédito “Triplo A”, considerada uma das mais elevadas para entes públicos, ampliando a capacidade de acesso a financiamentos e investimentos com aval do Governo Federal.

“Fizemos uma gestão bem ajustada e deixamos uma prefeitura financeiramente saudável”, afirmou.

Hildon também destacou que, ao longo dos oito anos de governo, houve redução do comprometimento do orçamento com a folha salarial. Segundo ele, o percentual caiu de 54% para 46%, mesmo com a reposição anual das perdas inflacionárias dos servidores municipais.

Obras e investimentos

Entre as realizações citadas pelo ex-prefeito estão a construção da nova rodoviária da capital, a conclusão das obras dos viadutos, a pavimentação de mais de 800 quilômetros de vias urbanas e a substituição da iluminação pública por lâmpadas de LED.

Segundo Hildon, a modernização da iluminação gerou economia mensal estimada em R$ 2 milhões para os cofres municipais.

Na área da educação, ele lembrou a aquisição de 162 ônibus escolares destinados ao transporte de estudantes da zona rural e dos distritos de Porto Velho.

“Pagamos à vista, utilizando apenas recursos da prefeitura, para resolver uma questão que consideramos fundamental, que é a educação de crianças e jovens”, declarou.

Recuperação da EMDUR

O ex-prefeito também destacou a reestruturação da Empresa de Desenvolvimento Urbano de Porto Velho, que, segundo ele, dependia de repasses da Prefeitura para manter suas atividades.

De acordo com Hildon, a empresa passou a operar com receitas próprias, ampliando sua capacidade de investimento e reduzindo a dependência financeira do Executivo municipal.

Superávit ao final da gestão

Conforme os números apresentados pelo ex-prefeito, a Prefeitura encerrou 2024 com superávit de R$ 280 milhões na conta do Tesouro Municipal, além de R$ 78 milhões na área da Educação e R$ 45 milhões na Saúde.

Somados, os valores representam cerca de R$ 400 milhões disponíveis para investimentos.

Hildon também afirmou que deixou operações de crédito já contratadas, com recursos ainda disponíveis para obras estruturantes, além de investimentos previstos para a EMDUR.

Segundo o ex-prefeito, os dados financeiros mencionados estão registrados nos balanços oficiais do município e podem ser consultados por meio do Portal da Transparência da Prefeitura de Porto Velho.

“Todos estes números estão disponíveis nos balanços da Prefeitura e podem ser consultados no Portal da Transparência”, concluiu.

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