Rondônia, 31 de março de 2026
Léo Moraes sinaliza apoio no 1º turno de 2026 e cobra maior atenção do Governo do Estado a Porto Velho

Léo Moraes sinaliza apoio no 1º turno de 2026 e cobra maior atenção do Governo do Estado a Porto Velho

Prefeito falou sobre eleições, relação com a vice-prefeita Magna dos Anjos e clima político na Câmara Municipal durante entrevista ao podcast Resenha Política

Porto Velho, RO - Durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, abordou temas relacionados ao cenário político de 2026, à relação institucional com o Governo de Rondônia, ao distanciamento político da vice-prefeita e ao ambiente na Câmara Municipal da capital.

Ao comentar a disputa pelo Governo de Rondônia nas eleições do próximo ano, Léo afirmou que a tendência é apoiar uma candidatura já no primeiro turno, mas ressaltou que ainda não há definição sobre qual nome receberá seu apoio.

Segundo o prefeito, tanto o senador Marcos Rogério quanto o ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, mantiveram diálogo com a administração municipal. No entanto, destacou que sua decisão será baseada nos compromissos apresentados para atender às demandas de Porto Velho.

“Não é sobre eu gostar ou não gostar, ou sobre gostar de mim ou não gostar. É sobre atender Porto Velho”, afirmou.

Críticas à relação com o Governo do Estado

Durante a entrevista, o prefeito também demonstrou insatisfação com a relação institucional entre o município e o Governo de Rondônia. Sem detalhar situações específicas, ele declarou que a capital não recebeu o apoio esperado em áreas consideradas estratégicas para seu desenvolvimento.

Em um dos momentos mais enfáticos da conversa, questionou a falta de cooperação entre as esferas de governo.

“Se nesse momento eu não tenho tido ajuda e apoio do governo, o que me leva a acreditar que quem o governo apoia vai começar a ajudar Porto Velho?”, declarou.

Léo acrescentou que os resultados concretos entregues à população serão determinantes para a posição política que adotará no processo eleitoral de 2026.

“Daqui em diante, tudo o que aconteceu vai me fazer, certamente, tomar a decisão que seja a mais apropriada para a minha cidade”, afirmou.

Distanciamento político da vice-prefeita

Outro tema abordado foi a relação com a vice-prefeita Magna dos Anjos. O prefeito reconheceu que existe um afastamento político entre ambos, mas negou qualquer rompimento pessoal ou conflito institucional.

Segundo ele, a mudança decorre de projetos eleitorais distintos para 2026 e não interfere no respeito mútuo ou no funcionamento da administração municipal.

“A Magna fez uma escolha de caminhar num projeto de candidatura a deputada estadual. Eu não tenho nada para falar ou para depreciá-la”, disse.

Avaliação da Câmara Municipal

Ao comentar o cenário político na Câmara Municipal de Porto Velho, Léo Moraes avaliou que o ambiente é marcado por frequentes tensões e disputas, o que, segundo ele, acaba prejudicando a percepção da população sobre a política.

“O clima da Câmara não costuma ser bom. O clima é muito pesado. Todo o tempo tem uma tensão por causa disso na Câmara, todo o tempo tem briga, todo o tempo tem confusão e a população vê, observa, acompanha, enxerga e reprova”, declarou.

O prefeito também criticou o que considera excesso de embates políticos e de ações voltadas à exposição pública, defendendo que os agentes públicos concentrem esforços na entrega de resultados e na solução dos problemas enfrentados diariamente pela população.

Para Léo Moraes, o debate político deve permanecer conectado às necessidades reais da cidade e focado em ações que contribuam para o desenvolvimento de Porto Velho.

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