Porto Velho, RO - Durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, abordou temas relacionados ao cenário político de 2026, à relação institucional com o Governo de Rondônia, ao distanciamento político da vice-prefeita e ao ambiente na Câmara Municipal da capital.
Ao comentar a disputa pelo Governo de Rondônia nas eleições do próximo ano, Léo afirmou que a tendência é apoiar uma candidatura já no primeiro turno, mas ressaltou que ainda não há definição sobre qual nome receberá seu apoio.
Segundo o prefeito, tanto o senador Marcos Rogério quanto o ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, mantiveram diálogo com a administração municipal. No entanto, destacou que sua decisão será baseada nos compromissos apresentados para atender às demandas de Porto Velho.
“Não é sobre eu gostar ou não gostar, ou sobre gostar de mim ou não gostar. É sobre atender Porto Velho”, afirmou.
Críticas à relação com o Governo do Estado
Durante a entrevista, o prefeito também demonstrou insatisfação com a relação institucional entre o município e o Governo de Rondônia. Sem detalhar situações específicas, ele declarou que a capital não recebeu o apoio esperado em áreas consideradas estratégicas para seu desenvolvimento.
Em um dos momentos mais enfáticos da conversa, questionou a falta de cooperação entre as esferas de governo.
“Se nesse momento eu não tenho tido ajuda e apoio do governo, o que me leva a acreditar que quem o governo apoia vai começar a ajudar Porto Velho?”, declarou.
Léo acrescentou que os resultados concretos entregues à população serão determinantes para a posição política que adotará no processo eleitoral de 2026.
“Daqui em diante, tudo o que aconteceu vai me fazer, certamente, tomar a decisão que seja a mais apropriada para a minha cidade”, afirmou.
Distanciamento político da vice-prefeita
Outro tema abordado foi a relação com a vice-prefeita Magna dos Anjos. O prefeito reconheceu que existe um afastamento político entre ambos, mas negou qualquer rompimento pessoal ou conflito institucional.
Segundo ele, a mudança decorre de projetos eleitorais distintos para 2026 e não interfere no respeito mútuo ou no funcionamento da administração municipal.
“A Magna fez uma escolha de caminhar num projeto de candidatura a deputada estadual. Eu não tenho nada para falar ou para depreciá-la”, disse.
Avaliação da Câmara Municipal
Ao comentar o cenário político na Câmara Municipal de Porto Velho, Léo Moraes avaliou que o ambiente é marcado por frequentes tensões e disputas, o que, segundo ele, acaba prejudicando a percepção da população sobre a política.
“O clima da Câmara não costuma ser bom. O clima é muito pesado. Todo o tempo tem uma tensão por causa disso na Câmara, todo o tempo tem briga, todo o tempo tem confusão e a população vê, observa, acompanha, enxerga e reprova”, declarou.
O prefeito também criticou o que considera excesso de embates políticos e de ações voltadas à exposição pública, defendendo que os agentes públicos concentrem esforços na entrega de resultados e na solução dos problemas enfrentados diariamente pela população.
Para Léo Moraes, o debate político deve permanecer conectado às necessidades reais da cidade e focado em ações que contribuam para o desenvolvimento de Porto Velho.