Porto Velho, RO - Uma ação rápida e decisiva de um policial militar de folga evitou o que poderia ter sido mais um caso de feminicídio em Porto Velho. O caso ocorreu na madrugada do último dia 3 de maio de 2026, por volta das 3h, na rua Benedito Inocêncio, nas proximidades da avenida Guaporé, no bairro Três Marias.
De acordo com informações do Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP), equipes do Setor 13 do 5º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas após relatos de uma intensa troca de tiros na região. No local, os policiais encontraram um veículo Chevrolet Onix abandonado sobre a calçada, com diversas marcas de disparos, incluindo perfurações no capô, para-brisa, teto e vidros estilhaçados.
Durante a ocorrência, o cabo da Polícia Militar Castro Aguiar, que estava de folga em sua residência, relatou ter ouvido entre oito e dez disparos. Ao sair para verificar a situação, encontrou uma vizinha que informou que seu carro havia sido atingido pelos tiros.
Enquanto conversavam, o suspeito — identificado como ex-companheiro da vítima — chegou ao local em um automóvel e, armado com uma pistola calibre 9mm, passou a atirar contra a mulher e também contra o policial. Diante da agressão, o militar abrigou-se com a vítima atrás de um veículo e revidou utilizando sua arma institucional.
Mesmo sob intenso confronto, o policial conseguiu impedir que a mulher fosse atingida. O agressor ainda tentou fugir, colidiu o carro contra o meio-fio, desceu novamente e continuou atirando antes de abandonar o veículo e escapar. Testemunhas relataram que ele teria rendido um motociclista de aplicativo para facilitar a fuga.
A vítima informou que estava separada do suspeito há cerca de quatro meses, embora ainda mantivessem contato recente. Ela disse desconhecer a motivação do ataque.
A área foi isolada para o trabalho da Perícia Técnico-Científica, que encontrou cápsulas de munição, um carregador de pistola, vestígios de sangue no interior do veículo e documentos pessoais do suspeito.
O cabo Castro Aguiar afirmou ter efetuado 18 disparos durante a ação, considerada legítima defesa conforme o artigo 25 do Código Penal. A intervenção foi fundamental para preservar a vida da vítima e conter o ataque.
O suspeito segue foragido, e o caso é tratado, em tese, como tentativa de homicídio qualificado. A Polícia Militar realiza diligências para localizá-lo.