Porto Velho, RO - O Tesouro Nacional barrou o empréstimo de R$ 20 bilhões solicitado pelos Correios, por considerar excessiva a taxa de juros exigida pelos bancos envolvidos na operação. O pool — formado por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra — propôs juros de 136% do CDI, acima do limite permitido de 120% do CDI para operações garantidas pela União por 10 anos.
Sem o aval do Tesouro, o governo não poderá oferecer a garantia da União, que eliminaria praticamente todo o risco para os bancos. A decisão foi comunicada ao presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, na segunda-feira (2), em reunião no Ministério da Fazenda.
A estatal poderá renegociar a taxa com os bancos, buscando ficar dentro do teto legal, ou aguardar um aporte direto da União para ajudar a cobrir seu prejuízo acumulado, que chegou a R$ 6,05 bilhões entre janeiro e setembro de 2025.
O plano de reestruturação da empresa — apresentado em novembro — prevê PDV, fechamento de 1.000 agências, venda de R$ 1,5 bilhão em imóveis e uso do financiamento para quitar dívidas, pagar fornecedores, modernizar o sistema de encomendas e buscar novas fontes de receita.
Fonte: Agência Brasil