Porto Velho, RO - O Governo de Rondônia encerrou a Operação Verde Rondônia (OVR), força-tarefa que atuou no combate a incêndios florestais, degradação ambiental e mitigação de desastres provocados por queimadas. A mobilização, coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO), teve início em junho e foi concluída na última semana de novembro.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Rondônia alcançou o 1º lugar no país em redução de focos de queimadas em 2025, resultado que o governo atribui às ações estratégicas adotadas durante o período de estiagem.
Governador celebra resultado
Para o governador Marcos Rocha, o desempenho é fruto da atuação integrada e do planejamento antecipado.
“O trabalho foi assertivo e teve êxito com as estratégias de governança desenvolvidas para a estiagem deste ano, desde medidas de prevenção, intensificação das ações de combate com aumento de efetivo, até o uso de tecnologias e monitoramento”, afirmou.
“Isso fortalece o compromisso do governo de Rondônia com o meio ambiente”, completou.
Ações preventivas foram decisivas
O comandante-geral do CBMRO, coronel Nivaldo de Azevedo Ferreira, destacou que a operação não se concentrou apenas no combate direto aos incêndios.
“Estivemos em pontos estratégicos do estado atuando no enfrentamento às chamas, mas também realizamos ações educativas com a população, produtores e agricultores, que foram fundamentais para alcançar resultados melhores”, ressaltou.
Rede de instituições envolvidas
A OVR mobilizou uma estrutura integrada de órgãos estaduais, municipais e federais, incluindo:
* Sedam* Defesa Civil Municipal
* Ministério Público do Estado (MPRO)
* Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO)
* Casa de Gestão Integrada de Fronteiras de Rondônia (CGFRON)
* Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp)
Ao todo, 259 militares atuaram diretamente nas frentes de combate. O Estado também formou 954 brigadistas e promoveu capacitação com 230 indígenas, que receberam aulas de educação ambiental para replicar orientações nas aldeias.
Bases estratégicas reforçaram cobertura
As ações se estenderam por cerca de 15 bases estratégicas e mais 17 unidades operacionais, distribuídas conforme os pontos de maior incidência de queimadas. Segundo o governo, essa estrutura foi determinante para garantir resposta rápida e reduzir os focos de incêndio durante o período crítico da estiagem.