Rondônia, 31 de março de 2026
COP30: Fundo de Perdas e Danos abre US$ 250 milhões em propostas para projetos climáticos

COP30: Fundo de Perdas e Danos abre US$ 250 milhões em propostas para projetos climáticos

Diretora executiva Ana Toni destaca início das operações do fundo como marco da conferência em Belém

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Porto Velho, RO - A diretora executiva da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), Ana Toni, anunciou nesta segunda-feira (10) o início da primeira rodada de financiamento do Fundo de Perdas e Danos, que abriu US$ 250 milhões em pedidos de propostas para projetos de mitigação e recuperação dos impactos da crise climática.

Criado durante a COP28, em Dubai, o fundo tem como objetivo financiar ações de reconstrução, adaptação e resiliência em países e regiões afetadas por eventos climáticos extremos, como enchentes, secas, deslizamentos e elevação do nível do mar.

“Temos uma grande notícia: o fundo criado na COP28 começou a operar. Foram abertos 250 chamados para propostas, o que mostra como ele pode começar a implementar projetos concretos”, afirmou Ana Toni, durante coletiva de imprensa em Belém (PA), sede da conferência.

Segundo ela, o início da operação do fundo representa uma conquista logo no primeiro dia de negociações da COP30, reforçando o caráter prático do encontro.

“O mais importante é acelerar pedidos e o financiamento de projetos que cheguem na ponta”, acrescentou a diretora.


Foco em mitigação e reconstrução

O documento que institui o fundo prevê que o financiamento será direcionado a desafios associados aos efeitos adversos das mudanças climáticas, como emergências ambientais, deslocamentos populacionais, migração, reconstrução de infraestrutura e deficiência de dados climáticos.

A criação do Fundo de Perdas e Danos foi aprovada na COP27, realizada no Egito, em 2022, mas ele só começou a receber doações voluntárias em 2023. Entre os países que já contribuíram estão Japão, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Alemanha, totalizando US$ 420 milhões.

Administrado pelo Banco Mundial, o fundo é gerido por um conselho com 26 membros — 12 representantes de países desenvolvidos e 14 de nações em desenvolvimento ou emergentes.

“Temos conversado com o secretário-geral do fundo, e há perspectivas de novos aportes de diferentes países”, disse Ana Toni.


Novos aportes internacionais

Ainda nesta segunda-feira, Ana Toni anunciou novos aportes de US$ 100 milhões para os Fundos de Investimento Climático (CIF), destinados ao programa AriseAcelerando Investimentos em Resiliência e Inovações para Economias Sustentáveis.

Os recursos vêm de Alemanha (US$ 63,25 milhões) e Espanha (US$ 36,8 milhões).

“Este é exatamente o tipo de exemplo que queremos desta COP: que seja uma conferência da implementação, que fortaleça o multilateralismo e mostre como a transição energética pode gerar impactos positivos reais”, destacou a diretora.


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Fonte: Agência Brasil

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