Rondônia, 31 de março de 2026
Flotilha indígena chega a Belém com reivindicações para a COP30

Flotilha indígena chega a Belém com reivindicações para a COP30

Lideranças de cinco países da Amazônia pedem fim da mineração ilegal e participação na gestão dos territórios

© Reuters

Porto Velho, RO - Mais de 60 lideranças e ativistas ambientais chegaram a Belém (PA) nesta segunda-feira (10) após uma viagem de barco de 25 dias pelo rio Amazonas. O grupo integra a Flotilha Yaku Mama, iniciativa idealizada por entidades indígenas da região, entre elas a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), com o objetivo de levar reivindicações à 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre na capital paraense.

A expedição partiu do Equador, percorreu Colômbia e Peru e cruzou a fronteira brasileira até chegar à capital do Pará. O nome “Yaku Mama”, que em quéchua significa “Mãe das Águas”, simboliza a defesa dos rios amazônicos como fonte de vida e resistência dos povos tradicionais.


Reivindicações indígenas

A porta-voz da flotilha, Lucia Ixchiu, destacou que o principal objetivo da iniciativa é fortalecer a solidariedade entre povos da Amazônia e construir estratégias conjuntas de proteção ambiental.

“Para nós, o mais importante é construir solidariedade além fronteiras, porque a situação mundial é muito difícil. Precisamos, por exemplo, combater a poluição do rio Amazonas”, afirmou.

Entre as demandas apresentadas estão maior participação na gestão dos territórios indígenas, garantia de acesso à água potável, e ações mais firmes contra mineração ilegal, exploração de petróleo e violência contra povos originários.

O líder indígena Pablo Inuma Flores, da região do Baixo Madre de Diós (Peru), reforçou a necessidade de transição energética justa e respeito aos ecossistemas amazônicos.

“Queremos combustíveis limpos, que não poluam. Zero combustíveis fósseis, zero mineração ilegal, zero extrativismo, zero desmatamento e zero extração ilegal de madeira”, defendeu.


COP30 e a voz dos povos amazônicos

A presença da flotilha em Belém simboliza a integração entre os povos da Amazônia internacional e busca garantir espaço de protagonismo indígena nos debates climáticos da COP30. As lideranças pretendem entregar um documento com propostas conjuntas aos organizadores da conferência e aos representantes da ONU.


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COP30 • Belém • Flotilha Yaku Mama • Povos indígenas • Amazônia • Mineração ilegal • Mudanças climáticas • Apib • Direitos indígenas

Fonte: Agência Brasil

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