Rondônia, 31 de março de 2026
Venezuela mobiliza armas e prepara resistência em caso de ataque dos EUA

Venezuela mobiliza armas e prepara resistência em caso de ataque dos EUA

Fontes afirmam que governo de Nicolás Maduro aposta em táticas de guerrilha e desordem urbana diante de possível ofensiva militar norte-americana

Reuters

Porto Velho, RO - A Venezuela está mobilizando armas e preparando estratégias de resistência no caso de um ataque aéreo ou terrestre dos Estados Unidos, segundo documentos e fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters. A ação incluiria o uso de equipamentos militares antigos de fabricação russa e o planejamento de uma resistência no estilo de guerrilha.

Veja o vídeo abaixo:

 

A movimentação ocorre em meio à crescente tensão entre Caracas e Washington, após o presidente norte-americano Donald Trump sugerir a possibilidade de operações terrestres no país sul-americano. Embora Trump tenha posteriormente negado planos de invasão, o governo venezuelano afirma que enfrenta “ameaças constantes” e promete defender sua soberania.

“Trump está tentando destituir o presidente Maduro, mas os cidadãos e as Forças Armadas resistirão a qualquer tentativa nesse sentido”, declarou o governo venezuelano em transmissões oficiais.


Escassez de pessoal e recursos militares

Segundo seis fontes consultadas pela Reuters, as Forças Armadas da Venezuela estão enfraquecidas pela falta de treinamento, baixos salários e equipamentos deteriorados.
Em alguns casos, comandantes locais têm negociado alimentos diretamente com produtores rurais para alimentar suas tropas, devido à escassez de suprimentos do governo.

Uma das fontes, próxima ao alto comando militar, reconheceu a desvantagem estratégica do país em um eventual conflito.

“Não duraríamos nem duas horas em uma guerra convencional”, afirmou.


Táticas de resistência e “anarquização”

Diante desse cenário, o governo de Nicolás Maduro estaria apostando em duas estratégias principais de defesa:

  1. “Resistência prolongada” — um plano de guerrilha envolvendo pequenas unidades militares espalhadas em mais de 280 locais, responsáveis por atos de sabotagem e operações descentralizadas. A tática vem sendo citada publicamente por autoridades em transmissões estatais.

  2. “Anarquização” — um plano para usar serviços de inteligência e apoiadores armados do partido governista a fim de gerar desordem nas ruas de Caracas e dificultar o controle do país por forças estrangeiras, segundo fontes ligadas ao governo e à oposição.

As duas estratégias seriam complementares e poderiam ser acionadas em caso de ofensiva militar dos EUA, embora ainda não haja clareza sobre sua execução.


Resistência simbólica

Apesar da mobilização, analistas consideram improvável que a Venezuela consiga resistir a uma intervenção militar direta dos Estados Unidos.

“O país não está preparado nem profissionalizado para um conflito dessa magnitude”, afirmou uma fonte de segurança.

O Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu aos pedidos de comentário feitos pela Reuters.

Em declarações recentes na TV estatal, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, ironizou as possíveis ameaças externas.

“Eles acham que com um bombardeio vão acabar com tudo. Aqui, neste país?”, disse, enquanto Maduro exaltava os ‘soldados da pátria’ como herdeiros de Simón Bolívar.


Contexto regional

As tensões aumentaram desde o envio de navios de guerra norte-americanos ao Caribe, no final de agosto, em operações contra o tráfico de drogas. Em resposta, Caracas mobilizou suas milícias e intensificou a retórica anti-imperialista.

Embora analistas apontem que um confronto direto é improvável, o cenário reforça o isolamento político e econômico da Venezuela, além de reacender temores de instabilidade regional.


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Venezuela • Nicolás Maduro • EUA • Donald Trump • Reuters • Guerra • América Latina • Crise Política • Tensão Diplomática • Caracas

Fonte: CNN Brasil

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