Polícia buscou diretora de escola suspeita de maus-tratos em 12 locais


Agentes foram em imóveis ligados a dona da escola na capital e em outras cidades de São Paulo. Roberta está foragida há uma semana

PORTO VELHO, RO – A Polícia de São Paulo procurou Roberta Regina Rossi Serme, diretora e proprietária da escola que é investigada por maus-tratos e tortura, em 12 endereços no período de uma semana.

Os locais vasculhados foram imóveis ligados à diretora na capital paulista e em outras cidades do estado, segundo informações. A dona da Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica está foragida desde 22/3.

A prisão preventiva de Roberta Serme foi decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em 21/3. Desde então, a diretora não apareceu mais.





Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, localizada na Vila Formosa, zona leste de São PauloFábio Vieira/Metrópoles

Segundo o Ministério Público (MP), os depoimentos de testemunhas ouvidas pela investigação, os vídeos e fotos que estão com a polícia mostram que as crianças sofreram “intensos sofrimentos físicos e psicológicos.

Policiais averiguam se a irmã de Roberta e vice-diretora da instituição de ensino Fernanda Serme também foi conivente com os crimes.

Uma funcionária da escola particular também é investigada. A profissional da área de limpeza é suspeita de cobrir o rosto de um dos alunos que teve dificuldades de respirar.

Denúncias

A Colmeia Mágica, que atendia de bebês a crianças de 5 anos, é investigada, desde 10 de março, pelos crimes de tortura, maus-tratos, periclitação de vida, que é colocar a saúde das crianças em risco, e submissão delas a vexame ou constrangimento.

Gravações que circulam nas redes sociais mostram crianças chorando e com os braços amarrados por panos. Os alunos também aparecem recebendo alimentação em um banheiro. Confira um dos vídeos feitos na escola:

Em nota divulgada no último dia 16, Roberta e Fernanda Serme, diretora e vice-diretora da instituição, afirmaram que as denúncias de pais de alunos e professores são “incabíveis, inverídicas e aterrorizantes“. As representantes da entidade alegaram ainda que estavam sendo acusadas “cruel e injustamente”, sem comprovação confiável.


Fonte: Metrópoles

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