Rondônia, 24 de maio de 2026
Polícia Civil prende empresário investigado por aliciamento e exploração sexual de adolescentes em Cacoal

Polícia Civil prende empresário investigado por aliciamento e exploração sexual de adolescentes em Cacoal

Mandado de prisão preventiva foi cumprido durante investigação iniciada após o desaparecimento de uma adolescente; apuração segue em andamento.

Porto Velho, RO - A Polícia Civil de Rondônia, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Cacoal, com apoio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO 2), cumpriu nesta quarta-feira (1º) um mandado de prisão preventiva contra o empresário identificado pelas iniciais R. S. V. B. Ele é investigado por suposto envolvimento em um esquema de aliciamento e exploração sexual de adolescentes no município de Cacoal.

De acordo com as investigações, o suspeito utilizaria a proximidade de seus estabelecimentos comerciais com unidades escolares para se aproximar das vítimas, promovendo o aliciamento por meio de redes sociais e, em alguns casos, com a suposta intermediação de outras adolescentes.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos durante a apuração indicam que diversas adolescentes teriam sido levadas à residência do investigado, localizada nos fundos de um de seus estabelecimentos comerciais. Conforme a investigação, o imóvel seria utilizado para práticas relacionadas ao aliciamento e à exploração sexual das vítimas.

As investigações tiveram início durante a apuração do desaparecimento de uma adolescente conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Cacoal. No decorrer das diligências, os policiais identificaram indícios de que a jovem estaria sendo aliciada pelo investigado, fato que motivou o aprofundamento das investigações e levou à identificação de outras possíveis vítimas.

A Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento para esclarecer completamente os fatos, identificar eventuais envolvidos e localizar outras possíveis vítimas do esquema investigado.

Em nota, a instituição reafirmou seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes, o combate aos crimes contra a dignidade sexual e a responsabilização dos autores, observando o devido processo legal e a presunção de inocência até eventual condenação definitiva.

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