Câmeras de segurança registraram dois suspeitos arremessando a vítima de uma ponte. Carro foi encontrado em uma oficina clandestina sendo desmontado.
Adalberto Pereira Monteiro — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Porto Velho, RO - Após sair de casa na madrugada desta quarta-feira (17) para um encontro, Adalberto Pereira Monteiro, desapareceu em Porto Velho. Horas depois, a Polícia Militar (PM) encontrou o veículo da vítima em uma oficina clandestina. Quatro pessoas foram presas e dois adolescentes apreendidos. Dois dos suspeitos confessaram que mataram a vítima e jogaram no rio Madeira.
Segundo a Polícia Militar (PM), câmeras de monitoramento instaladas em um totem de segurança registraram duas pessoas arremessando Adalberto de uma ponte na BR-319. As imagens não foram disponibilizadas por questão de sigilo, segundo a Secretaria de Estado da Segurança (Sesdec).
O caso é investigado, inicialmente, como latrocínio, ocultação de cadáver, associação criminosa, receptação e corrupção de menores. Bombeiros iniciaram as buscas pela vítima durante esta manhã.
Entenda o caso
Familiares de Adalberto procuraram a PM relatando que ele havia saído de casa por volta das 2h da madrugada sem levar o celular, e que a última passagem conhecida de seu veículo foi registrada na Estrada Treze de Setembro, em direção ao bairro Aeroclube, na capital rondoniense.
O veículo da vítima foi localizado horas depois sendo desmontado em uma oficina clandestina utilizada como desmanche, após denúncias anônimas.
De acordo com o registro policial, o suspeito W. A. T., de 18 anos, estava no local e relatou que, na tarde anterior ao crime, trocou mensagens com Adalberto por um aplicativo de relacionamento e ambos marcaram um encontro. O jovem levou um adolescente para acompanhá-lo, por segurança, segundo seu depoimento.
Aconteceram dois encontros: o primeiro durante a tarde e outro na madrugada. Em depoimento, os investigados afirmaram que a vítima insistia em manter relações sexuais com os dois. Wesley declarou que aproveitou um momento de distração para aplicar um golpe conhecido como "mata-leão", deixando Adalberto inconsciente.
Após a agressão, conforme os relatos prestados à polícia, os envolvidos assumiram a direção do veículo da vítima e seguiram até a ponte da BR-319 sobre o Rio Madeira. Segundo os próprios suspeitos, por volta das 4h20, eles retiraram Adalberto do carro e o lançaram da ponte.
O adolescente foi localizado por equipes do 5º Batalhão da Polícia Militar em um imóvel localizado na zona leste de Porto Velho.
Além do jovem e o adolescente, outros três adultos foram presos e uma adolescente apreendido porque estavam na oficina e tinham conhecimento da origem do carro que estava sendo desmontado, segundo a polícia. Um dos suspeitos negou envolvimento e alegou ser cliente.
Outro suspeito, Vitor de Paula, é irmão de Wesley. Ele contou à polícia que recebeu uma ligação do irmão por volta das 5h30 da manhã. Na conversa, o jovem disse ter “feito uma besteira” e pediu para encontrá-lo. Pouco tempo depois, chegou à oficina conduzindo o carro da vítima e relatou o que havia acontecido.
Segundo Vitor, diante da ausência de procura imediata pelo veículo, decidiu iniciar o desmanche, queimando as placas de identificação, enquanto Wesley incendiava outras peças para dificultar a identificação do automóvel.
Na vistoria realizada na oficina, os policiais encontraram diversas peças do veículo espalhadas pelos cômodos, evidenciando o avançado processo de desmontagem. Também foi identificado o local utilizado para a queima de componentes automotivos. Embora as placas não tenham sido encontradas, a identidade do veículo foi confirmada por meio da numeração do chassi.
O veículo foi apreendido e encaminhado ao Departamento de Flagrantes.
Porto Velho, RO - Após sair de casa na madrugada desta quarta-feira (17) para um encontro, Adalberto Pereira Monteiro, desapareceu em Porto Velho. Horas depois, a Polícia Militar (PM) encontrou o veículo da vítima em uma oficina clandestina. Quatro pessoas foram presas e dois adolescentes apreendidos. Dois dos suspeitos confessaram que mataram a vítima e jogaram no rio Madeira.
Segundo a Polícia Militar (PM), câmeras de monitoramento instaladas em um totem de segurança registraram duas pessoas arremessando Adalberto de uma ponte na BR-319. As imagens não foram disponibilizadas por questão de sigilo, segundo a Secretaria de Estado da Segurança (Sesdec).
O caso é investigado, inicialmente, como latrocínio, ocultação de cadáver, associação criminosa, receptação e corrupção de menores. Bombeiros iniciaram as buscas pela vítima durante esta manhã.
Entenda o caso
Familiares de Adalberto procuraram a PM relatando que ele havia saído de casa por volta das 2h da madrugada sem levar o celular, e que a última passagem conhecida de seu veículo foi registrada na Estrada Treze de Setembro, em direção ao bairro Aeroclube, na capital rondoniense.
O veículo da vítima foi localizado horas depois sendo desmontado em uma oficina clandestina utilizada como desmanche, após denúncias anônimas.
De acordo com o registro policial, o suspeito W. A. T., de 18 anos, estava no local e relatou que, na tarde anterior ao crime, trocou mensagens com Adalberto por um aplicativo de relacionamento e ambos marcaram um encontro. O jovem levou um adolescente para acompanhá-lo, por segurança, segundo seu depoimento.
Aconteceram dois encontros: o primeiro durante a tarde e outro na madrugada. Em depoimento, os investigados afirmaram que a vítima insistia em manter relações sexuais com os dois. Wesley declarou que aproveitou um momento de distração para aplicar um golpe conhecido como "mata-leão", deixando Adalberto inconsciente.
Após a agressão, conforme os relatos prestados à polícia, os envolvidos assumiram a direção do veículo da vítima e seguiram até a ponte da BR-319 sobre o Rio Madeira. Segundo os próprios suspeitos, por volta das 4h20, eles retiraram Adalberto do carro e o lançaram da ponte.
O adolescente foi localizado por equipes do 5º Batalhão da Polícia Militar em um imóvel localizado na zona leste de Porto Velho.
Além do jovem e o adolescente, outros três adultos foram presos e uma adolescente apreendido porque estavam na oficina e tinham conhecimento da origem do carro que estava sendo desmontado, segundo a polícia. Um dos suspeitos negou envolvimento e alegou ser cliente.
Outro suspeito, Vitor de Paula, é irmão de Wesley. Ele contou à polícia que recebeu uma ligação do irmão por volta das 5h30 da manhã. Na conversa, o jovem disse ter “feito uma besteira” e pediu para encontrá-lo. Pouco tempo depois, chegou à oficina conduzindo o carro da vítima e relatou o que havia acontecido.
Segundo Vitor, diante da ausência de procura imediata pelo veículo, decidiu iniciar o desmanche, queimando as placas de identificação, enquanto Wesley incendiava outras peças para dificultar a identificação do automóvel.
Na vistoria realizada na oficina, os policiais encontraram diversas peças do veículo espalhadas pelos cômodos, evidenciando o avançado processo de desmontagem. Também foi identificado o local utilizado para a queima de componentes automotivos. Embora as placas não tenham sido encontradas, a identidade do veículo foi confirmada por meio da numeração do chassi.
O veículo foi apreendido e encaminhado ao Departamento de Flagrantes.
Fonte: G1/RO
Tags
Polícia