Porto Velho, RO - O prefeito Léo Moraes anunciou o lançamento de 12 obras em processo de licitação que somam R$ 187.893.812,21 no primeiro semestre de 2026. O pacote de investimentos foi apresentado como parte da estratégia para iniciar a recuperação estrutural de Porto Velho, após a capital de Rondônia registrar apenas 58,59 pontos no Índice de Progresso Social (IPS), ficando na última colocação entre as 26 capitais brasileiras e o Distrito Federal.
O levantamento do IPS analisou 57 indicadores distribuídos em três dimensões estruturais e apontou que Porto Velho ficou atrás de cidades como Macapá, Maceió, Salvador e Recife. O município também não apareceu entre as 15 cidades mais bem avaliadas do próprio estado de Rondônia.
Mesmo diante do cenário de deficiência histórica em serviços públicos e infraestrutura urbana, a gestão municipal afirma manter elevado índice de aprovação popular. Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Veritá, o prefeito alcançou 94,5% de aprovação.
A Secretaria Municipal de Contratos, Convênios e Licitações detalhou o rito burocrático necessário para a execução das obras públicas. Conforme o cronograma técnico, o ciclo completo até a emissão da ordem de serviço pode alcançar 435 dias, passando por oito etapas administrativas e técnicas.
O planejamento prevê: 60 dias para desenvolvimento arquitetônico dos projetos, 20 dias para regularização junto à Secretaria Municipal de Regularização Fundiária, Habitação e Urbanismo (Semur), além de mais 20 dias para análise de trânsito pela Semtran e outros 20 dias destinados ao licenciamento ambiental emitido pela Sema.
Na sequência, os projetos complementares de engenharia possuem prazo estimado em 150 dias, seguidos de 45 dias de tramitação administrativa interna e 120 dias reservados para os procedimentos licitatórios de homologação e adjudicação.
Após a conclusão dessa etapa preparatória, a execução física das obras poderá variar entre 12 e 18 meses, dependendo da complexidade de cada intervenção.
Os investimentos foram distribuídos ao longo dos primeiros meses de 2026 para contemplar áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura urbana.
| Período (2026) | Quantidade de Obras | Valor Total (R$) | Principais Intervenções e Locais |
| Março | 6 obras | R$ 55.921.666,10 | Policlínica PVH (PAC 2025), Casa da Mulher Brasileira e Novo Mercado Km 1 |
| Abril | 5 obras | R$ 25.055.865,79 | Escola de 20 salas no Bairro Novo e pavimentação do Bairro Lagoa I |
| Maio | Carteira suspensiva | R$ 106.916.280,32 | Quatro creches FNDE Tipo 2 (Proinfância) e macrodrenagem urbana |
No mês de março, a prefeitura lançou seis obras que totalizam R$ 55,9 milhões, incluindo a Policlínica PVH, vinculada ao PAC 2025, a Casa da Mulher Brasileira e o novo Mercado do Km 1.
Em abril, outras cinco obras somaram R$ 25 milhões, com destaque para a construção de uma escola de 20 salas no Bairro Novo e obras de pavimentação no bairro Lagoa I.
Já em maio, a carteira suspensiva alcançou R$ 106,9 milhões, concentrando projetos de quatro creches do modelo FNDE Tipo 2, dentro do programa Proinfância, além de intervenções de macrodrenagem urbana.
Apesar do pacote de investimentos, o saneamento básico continua sendo o principal desafio estrutural da capital rondoniense. Atualmente, apenas 9,89% da população possui acesso ao tratamento de esgoto, enquanto mais da metade dos moradores ainda vive sem abastecimento regular de água tratada.
A prefeitura informou que a modelagem do saneamento está sob responsabilidade do Governo de Rondônia, conforme determinação da Assembleia Legislativa.
Dentro da competência municipal, a administração pretende aplicar R$ 90 milhões provenientes do Novo PAC em obras de macrodrenagem urbana para reduzir os impactos provocados pelas fortes chuvas em diferentes regiões da cidade.
O planejamento divulgado pela gestão também prevê a reforma da Maternidade Mãe Esperança para julho de 2026 e a entrega da UPA Dra. Ana Adelaide até abril de 2028, obra orçada em R$ 31,2 milhões.