Porto Velho, RO - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis confirmou que o líquido escuro encontrado por um agricultor em um sítio no interior do Ceará é realmente petróleo cru.
A descoberta ocorreu de forma acidental, quando o proprietário perfurava o terreno em busca de água para abastecer a família. Durante o procedimento, um líquido preto, com forte cheiro de combustível, começou a jorrar do solo, chamando a atenção dos moradores da região.
Segundo técnicos da ANP, o caso é considerado incomum porque o petróleo foi localizado a cerca de 40 metros de profundidade, nível considerado relativamente baixo para esse tipo de ocorrência.
Após a coleta e análise do material, a agência confirmou que a substância encontrada é petróleo bruto. Agora, o governo federal deverá iniciar estudos mais detalhados para verificar a extensão da área e identificar se existe potencial para exploração comercial.
O processo de avaliação pode levar anos e ainda não há garantia de que a extração será economicamente viável. Mesmo em caso de futura exploração, a legislação brasileira determina que o petróleo pertence à União, e não ao proprietário da terra onde foi encontrado.
Apesar disso, o agricultor poderá ter direito a uma participação financeira sobre os resultados da exploração, por meio de compensações previstas em lei. Dependendo do volume produzido e do faturamento gerado, os valores podem ser significativos.
Especialistas explicam que, em uma operação hipotética com faturamento de R$ 100 milhões, uma participação de 1% poderia representar cerca de R$ 1 milhão ao dono da propriedade. Em projetos de maior porte, os ganhos poderiam ser ainda maiores.
Enquanto os estudos não são concluídos, a área deverá permanecer isolada por questões de segurança, já que o contato com petróleo cru pode representar riscos ambientais e à saúde humana.