Ruptura no Poder e Crise política: exoneração na vice-governadoria amplia tensão entre Marcos Rocha e Sérgio Gonçalves

Ruptura no Poder e Crise política: exoneração na vice-governadoria amplia tensão entre Marcos Rocha e Sérgio Gonçalves

Decisão do governo repercute nos bastidores e levanta questionamentos sobre governabilidade e relação institucional - Foto: Marcelo Gladson/ Voz de Rondônia

Porto Velho, RO - A decisão do governador Marcos Rocha de exonerar todos os assessores e integrantes da equipe técnica da vice-governadoria, na noite da última quarta-feira (8), provocou forte repercussão nos bastidores políticos de Rondônia. A medida esvazia a estrutura administrativa do vice-governador Sérgio Gonçalves, limitando sua atuação institucional.

Nos corredores do poder, a decisão é interpretada como reflexo de uma crise interna que teria se intensificado após a viagem oficial do governo a Israel, em 2025. Na ocasião, o governador precisou permanecer no país por questões de segurança, em meio à escalada de tensões envolvendo o Irã — episódio que, segundo relatos, teria aprofundado desconfianças já existentes entre os dois.

Informações de bastidores apontam que Marcos Rocha teria se sentido traído politicamente, diante da suspeita de articulações do vice para assumir o comando do Estado. O clima de tensão teria chegado a um nível elevado, influenciando inclusive decisões políticas estratégicas.

A crise também teria atingido a relação com a imprensa. De acordo com denúncias do apresentador Arimar de Sá, veículos de comunicação que concederiam espaço ao vice-governador teriam sofrido cortes em verbas de publicidade institucional — situação que, se confirmada, levanta preocupações sobre liberdade de imprensa e uso de recursos públicos.

O episódio remete a um precedente histórico no estado, durante a gestão do ex-governador Ivo Cassol, quando houve rompimento com a então vice-governadora Odaísa Fernandes. Na época, medidas semelhantes foram adotadas, levando a disputa ao campo judicial.

Diante do cenário, a crise entre Marcos Rocha e Sérgio Gonçalves evidencia um rompimento político de grandes proporções e levanta questionamentos sobre os limites institucionais do poder. O caso também acende o alerta para possíveis impactos na governabilidade e na estabilidade administrativa do Estado, enquanto cresce a expectativa por esclarecimentos oficiais e eventuais movimentos de recomposição política.

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