Porto Velho, RO - As unidades da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, que reúnem a Polícia Federal do Brasil e órgãos de segurança estaduais, registraram um balanço expressivo de produtividade na última semana. Entre os dias 16 e 22 de março, as ações resultaram em 188 prisões e na apreensão de mais de 750 quilos de entorpecentes em diversas regiões do país.
O ponto alto das atividades ocorreu na quarta-feira (18), com a deflagração da Operação Força Integrada, que mobilizou equipes em 15 estados para desarticular esquemas de lavagem de dinheiro e tráfico de armas.
Somente nesta operação coordenada, foram cumpridos 115 mandados de prisão e 183 mandados de busca e apreensão. O foco das investigações recai sobre facções criminosas com forte atuação interestadual. No Mato Grosso do Sul, a fiscalização na rodovia MS-258 foi responsável pela maior apreensão de drogas, somando 745 quilos.
Além do combate direto ao tráfico, as ações miraram a logística do crime, interceptando carregamentos de cocaína que cruzavam o país em ônibus de linha e veículos particulares.
Ações em Rondônia e combate à corrupção
Em Porto Velho, a FICCO de Rondônia desarticulou um ponto de comercialização de drogas que operava na capital. Durante a ação, os agentes apreenderam porções de crack e cocaína, além de balanças de precisão e um colete balístico, evidenciando o nível de organização da criminalidade local.
A estratégia da força integrada é sufocar economicamente as organizações criminosas, retirando de circulação não apenas os entorpecentes, mas também instrumentos de proteção e contabilidade do tráfico.
No combate à corrupção e crimes dentro do sistema prisional, a FICCO de São Paulo prendeu um policial penal investigado por facilitar a entrada de celulares e drogas em presídios paulistas.
No cenário internacional, a cooperação da FICCO de Goiás com a polícia de Portugal permitiu a captura de um foragido brasileiro em território europeu, demonstrando que a rede de monitoramento das forças integradas ultrapassa as divisas estaduais e até nacionais, utilizando inteligência e compartilhamento de dados para localizar criminosos de alta periculosidade.