Porto Velho, RO - A Polícia Federal, em parceria com o Ibama, deflagrou nesta terça-feira (10/2) a Operação Iterum para reprimir a extração ilegal de ouro no trecho do Rio Madeira, em Porto Velho (RO). A ação teve como foco desarticular estruturas de garimpo que operavam em escala não artesanal e causar grave impacto ambiental na região.
Durante as diligências, equipes encontraram motores, dragas e balsas de médio e grande porte instalados diretamente no leito do rio, caracterizando atividade organizada e com alta capacidade de exploração mineral. Como a retirada dos equipamentos era inviável, 29 embarcações e motores foram inutilizados no local, seguindo procedimentos legais.
Os agentes também apreenderam celulares, frascos com mercúrio — substância altamente tóxica usada no processamento do ouro — e uma arma de fogo sem registro. Dois homens foram presos em flagrante e levados para a sede da Polícia Federal em Rondônia, onde passaram pelos procedimentos legais.
Impactos ambientais e sociais
Segundo a PF e o Ibama, o garimpo ilegal no Rio Madeira tem provocado desmatamento, assoreamento e contaminação por mercúrio, afetando diretamente a fauna aquática e colocando em risco a saúde de comunidades ribeirinhas e povos indígenas que dependem do rio para pesca e consumo de água.
Continuidade de operações
A Operação Iterum é mais uma etapa de uma estratégia permanente de combate ao garimpo ilegal na Amazônia, dando sequência às operações Leviatá, Boiúna e Hefestos, todas voltadas à repressão da mineração criminosa no Rio Madeira.
Investigações seguem
As apurações continuam para identificar financiadores, operadores logísticos e receptadores do ouro ilegal, além de outros integrantes da cadeia criminosa. Os investigados podem responder por crimes ambientais, usurpação de bens da União, associação criminosa e porte ilegal de arma, entre outros delitos.