Inmetro e ANP combatem fraudes em postos de combustíveis

Inmetro e ANP combatem fraudes em postos de combustíveis

Operação Tô de Olho atinge simultaneamente oito estados e o DF

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Porto Velho, RO - O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deram início, nesta terça-feira (3), à Operação Tô de Olho – Abastecimento Seguro, ação conjunta voltada ao combate a fraudes na comercialização de combustíveis.

A fiscalização alcança aproximadamente 180 postos em “cidades previamente selecionadas” no Distrito Federal e em oito estados distribuídos pelas cinco regiões do país, segundo a ANP.

O que está sendo fiscalizado

De acordo com o Inmetro, as equipes estão verificando:

    * o volume efetivamente entregue ao consumidor;
    * as condições das bombas medidoras;
    * a existência de manipulações eletrônicas;
    * a regularidade das manutenções realizadas;
    * e a qualidade dos combustíveis comercializados.


Como ocorrem as fraudes

Segundo as autoridades, as irregularidades costumam ocorrer de duas formas principais:

1 Adulteração do combustível, alterando suas características;
2 Fraude eletrônica, com instalação de dispositivos clandestinos nas bombas para liberar menos combustível do que o registrado no painel.


O Inmetro lembra que a Portaria nº 227/2022 permite tolerância máxima de erro de 0,5%, o que equivale a 100 ml a cada 20 litros abastecidos.

Punições podem chegar a R$ 5 milhões

Caso sejam confirmadas irregularidades, os postos poderão ser autuados pela ANP e pelo Inmetro.

    * Pela ANP, as multas podem chegar a R$ 5 milhões, além de suspensão ou até revogação da autorização de funcionamento.
    * Pelo Inmetro, as multas variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão.


Nos casos de fraude comprovada, as bombas devem ser substituídas, e podem ser aplicadas ainda medidas como interdição do equipamento e apreensão de dispositivos irregulares.

A operação faz parte de ações permanentes de fiscalização para proteger o consumidor e coibir práticas ilegais no mercado de combustíveis.

Fonte: Agência Brasil

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