FACER cobra DNIT e pede esclarecimentos sobre paralisação de obras na BR-364 em Vilhena

FACER cobra DNIT e pede esclarecimentos sobre paralisação de obras na BR-364 em Vilhena

Entidade aponta riscos à segurança, prejuízos econômicos e exige cronograma para retomada dos trabalhos

Porto Velho, RO - A FACER - Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia protocolou, nesta segunda-feira, ofício direcionado ao Superintendente Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em Rondônia, solicitando esclarecimentos urgentes acerca da paralisação das obras no trevo da BR-364, em Vilhena.

O trecho é considerado estratégico para o escoamento da produção e para a mobilidade da população do Cone Sul do Estado, atendendo diretamente os municípios de Cerejeiras, Colorado do Oeste, Cabixi e Corumbiara, além de Vilhena.

Segundo o documento, as obras já se estendem há aproximadamente dois anos e encontram-se paralisadas há cerca de seis meses, agravando as condições de trafegabilidade e colocando em risco a segurança de motoristas, trabalhadores e da população em geral.

Impactos econômicos e risco à vida

A situação atual do trevo é descrita como extremamente precária, com ausência de sinalização adequada e pavimentação comprometida, tanto no período diurno quanto noturno. O cenário tem provocado atrasos logísticos, prejuízos ao comércio, dificuldades de acesso a serviços essenciais e aumento significativo do risco de acidentes.

A FACER ressalta que o trânsito em condições seguras é direito de todos, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro, e que a manutenção das rodovias federais é responsabilidade do DNIT. A paralisação prolongada da obra em um ponto estratégico da malha viária compromete não apenas a segurança, mas também o desenvolvimento socioeconômico da região.

No ofício, assinado pela presidente da FACER, Kelly Naahmara Rodrigues Jorge, juntamente com os presidentes das associações comerciais dos municípios impactados, a entidade solicita:

    * Esclarecimentos detalhados sobre o status atual da obra;
    * Informações sobre os motivos da paralisação;
    * Cronograma para retomada e conclusão dos trabalhos;
    * Adoção imediata de medidas emergenciais de manutenção, incluindo reparos na pavimentação, drenagem e instalação de sinalização horizontal e vertical adequada.


A Federação também anexou registros fotográficos e filmagens recentes que demonstram o estado de abandono do trecho.

Para a presidente da FACER, Kelly Naahmara, a situação exige prioridade e responsabilidade por parte do poder público.

“A paralisação dessa obra em um ponto estratégico da BR-364 compromete a segurança da população e impacta diretamente o desenvolvimento econômico do Cone Sul. Estamos tratando de uma via essencial para o escoamento da produção, circulação de mercadorias e deslocamento de trabalhadores.

A FACER cumpre seu papel institucional ao protocolar esse ofício e solicitar providências, pois entendemos que infraestrutura segura não é apenas uma demanda do setor produtivo, mas uma necessidade de toda a sociedade”, destacou.

A entidade reafirma seu compromisso com a defesa do setor produtivo e da sociedade rondoniense, ressaltando que infraestrutura adequada é condição essencial para o crescimento econômico, geração de empregos e preservação de vidas.

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