Rondônia, 24 de maio de 2026
André Mendonça assume relatoria do caso Master após saída de Toffoli

André Mendonça assume relatoria do caso Master após saída de Toffoli

Ministro foi escolhido em sorteio eletrônico

© Carlos Moura/SCO/STF

Porto Velho, RO - O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido nesta quinta-feira (12) como novo relator do inquérito que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master na Corte.

A definição ocorreu por meio de sorteio eletrônico, após o ministro Dias Toffoli pedir para deixar a relatoria do caso. A decisão foi tomada depois que a Polícia Federal (PF) informou ao presidente do STF, Edson Fachin, que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O aparelho foi apreendido durante operação de busca e apreensão. O conteúdo das mensagens está sob segredo de Justiça.

A partir de agora, os próximos passos da investigação ficarão sob responsabilidade de Mendonça, que também relata o inquérito sobre descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Saída de Toffoli

Toffoli estava à frente do caso desde novembro do ano passado. Mais cedo, ele solicitou formalmente sua saída após reunião convocada por Edson Fachin para dar ciência aos demais ministros sobre o relatório da PF.

Em nota oficial, os ministros do STF manifestaram apoio a Toffoli e afirmaram que não há motivos para suspeição ou impedimento do magistrado.

“[Os ministros] expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República”, informou a Corte.

A nota ressalta que a redistribuição ocorreu a pedido do próprio ministro, com base no Regimento Interno do STF, e foi acolhida pela Presidência após consulta aos demais integrantes do tribunal.

Reunião e contexto

Durante a reunião, que durou cerca de três horas, os ministros tomaram conhecimento do relatório da PF que aponta menções a Toffoli no celular de Vorcaro. A defesa do ministro também foi ouvida e chegou a pedir sua permanência na relatoria. Contudo, diante da repercussão pública do caso, Toffoli optou por deixar o comando do processo.

Desde o mês passado, o ministro vinha sendo alvo de críticas por continuar como relator após reportagens apontarem que a PF identificou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo teria adquirido participação no resort Tayayá, no Paraná, que pertencia a familiares do ministro.

Em nota divulgada anteriormente à imprensa, Toffoli confirmou ser um dos sócios do empreendimento e afirmou que não recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro.

Fonte: Agências Brasil


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