MPRO reforça obrigação legal de notificação compulsória em casos de violência atendidos na rede de saúde

MPRO reforça obrigação legal de notificação compulsória em casos de violência atendidos na rede de saúde

Encontro ocorreu em modalidade online

Porto Velho, RO - Unidades e profissionais de saúde têm obrigação legal de comunicar às autoridades competentes os casos de violência identificados durante atendimentos médicos, sempre que houver indícios de que pacientes foram vítimas de crimes. A aplicação da notificação compulsória em situações de suspeita de violência contra mulheres, crianças e adolescentes foi tema de reunião realizada nesta segunda-feira (26/1) entre integrantes do Ministério Público de Rondônia (MPRO), representantes do Sistema Unimed, do Instituto Médico Legal (IML) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).

O encontro, realizado de forma on-line, abordou o dever legal dos profissionais de saúde quanto à notificação compulsória, o fluxo de atendimento nos hospitais e a atuação integrada dos órgãos públicos diante de acionamentos feitos pelas unidades de saúde.

Durante a reunião, membros do MPRO destacaram a importância de um atendimento humanizado, sensível e atento, com foco na identificação de sinais de violência física e/ou sexual. Foi reforçada a necessidade de que essas situações sejam comunicadas aos órgãos competentes dentro dos prazos estabelecidos em lei, garantindo a proteção das vítimas e a responsabilização dos agressores.

Os promotores chamaram atenção, especialmente, para os casos em que a vítima pode retornar ao ambiente doméstico após o atendimento, ressaltando a importância de adoção de medidas imediatas para interromper o ciclo de violência, assegurar a proteção do paciente e acionar a rede de apoio adequada.

Durante o encontro, representantes do Sistema Unimed informaram que a operadora vem desenvolvendo ações contínuas de capacitação e conscientização de suas equipes. Também foi apresentado o projeto Destemidas Marias, iniciativa voltada à prevenção da violência e de maus-tratos contra mulheres, idosos e crianças. Além do acolhimento às vítimas, o projeto busca sensibilizar médicos, colaboradores, beneficiários e a rede credenciada sobre seu papel como agentes de prevenção, fortalecendo a rede de proteção social.

Ao final da reunião, os participantes concordaram na realização de novos encontros, com o objetivo de ampliar a disseminação das boas práticas relacionadas à notificação compulsória e fortalecer a atuação integrada entre os órgãos envolvidos.

Participaram da reunião as promotoras e os promotores de Justiça Maira Coura, com atuação na área de Violência Doméstica, e Fábio Rodrigo Casaril, da área da Infância, além de representantes das instituições convidadas.

Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

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