Más condições das rodovias elevam custo do transporte em Rondônia em 38%, aponta Pesquisa CNT

Más condições das rodovias elevam custo do transporte em Rondônia em 38%, aponta Pesquisa CNT

Investimento privado na BR-364 vai reduzir custo de 38,1% para transportadores em Rondônia

Porto Velho, RO - Dados da mais recente Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada em dezembro de 2025, revelam que motoristas e transportadores em Rondônia convivem com um custo operacional oculto elevado, consequência direta do passivo histórico da infraestrutura rodoviária no estado.

Segundo o levantamento, 61,8% da malha rodoviária estadual é classificada como “regular”, enquanto 14,1% está em condição “ruim” ou “péssima”. Esse cenário resulta em um aumento médio de 38,1% no custo operacional do transporte, quando comparado a rodovias em ótimas condições — sete pontos percentuais acima da média nacional, estimada em 31,2%.

A diferença evidencia como a precariedade das estradas compromete a competitividade logística, encarece o frete e impacta diretamente o preço final dos produtos ao consumidor.

Custo da ineficiência supera impacto do pedágio

A comparação entre os custos é direta. Enquanto a má qualidade das rodovias federais impõe um custo oculto médio de 38,1% sobre o frete, a cobrança de pedágio representa um acréscimo aproximado de 12%.

“Desde que assumimos a operação da BR-364, em agosto de 2025, já investimos R$ 360 milhões nos primeiros 100 dias, com foco em eliminar o custo da ineficiência que hoje corrói a margem do transportador e do setor produtivo”, afirma Wagner Martins, diretor-presidente da Nova 364.
“Vale destacar que o desperdício de combustível e o desgaste precoce da frota em Rondônia custam hoje mais do que o dobro do impacto previsto com a tarifa de pedágio”, acrescenta.

Desperdício de combustível gera prejuízo milionário

A Pesquisa CNT aponta que, apenas em 2025, a frota que circula pelas rodovias do estado consumiu 27,1 milhões de litros de diesel a mais devido às más condições do pavimento. Esse desperdício gerou um prejuízo estimado em R$ 155,65 milhões aos transportadores rondonienses.

Na prática, o impacto financeiro da infraestrutura precária é mais de três vezes superior ao custo direto da tarifa de pedágio. Diferentemente do custo invisível da ineficiência, o pedágio está associado à entrega de benefícios concretos, como redução de acidentes, menor consumo de combustível, maior previsibilidade logística e aumento da segurança viária.

Investimentos antecipados e atendimento ao usuário

Nesse contexto, a Nova 364 investiu R$ 360 milhões nos primeiros 100 dias de operação em 2025, valor 18 vezes superior ao montante aplicado pelo Governo Federal em todas as rodovias federais de Rondônia no mesmo período (R$ 19,51 milhões).

A estratégia permitiu a antecipação de 71% das obras previstas originalmente para 2026, com foco em garantir melhores condições de tráfego antes do início do escoamento da safra de grãos, previsto para fevereiro.

Desde setembro, a concessionária já realizou mais de 5 mil atendimentos na rodovia. Antes, usuários dependiam de guinchos particulares ou ajuda de terceiros. Agora, contam com serviços como inspeção de tráfego, remoção de veículos com pane e atendimento pré-hospitalar.

“As equipes atuam 24 horas por dia, sete dias por semana. Essa pronta resposta reflete em economia, segurança e comodidade para o usuário. Do veículo leve à carreta de nove eixos, temos estrutura e profissionais treinados para oferecer um serviço inédito nas rodovias de Rondônia”, afirma Márcio Souto, gerente de Operações da Nova 364.

Estrutura disponível

Usuários podem acionar suporte pelo telefone 0800 0 364 364 ou pelo aplicativo Nova 364, disponível nas lojas virtuais. Ao longo dos 720,5 quilômetros administrados pela concessionária, operam mais de 600 colaboradores, com uma estrutura composta por:

    * 14 veículos de inspeção de tráfego
    * 5 guinchos leves
    * 5 guinchos pesados
    * 3 caminhões munck
    * 14 ambulâncias
    * 3 caminhões-pipa

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