Porto Velho, RO - Os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia se reunirão nesta quarta-feira (14), em Washington, com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em meio à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para que o país assuma o controle da Groenlândia.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, e sua colega da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, solicitaram a reunião após Trump voltar a intensificar declarações sobre a possibilidade de os Estados Unidos controlarem o território ártico, que é autônomo, mas integra o Reino da Dinamarca.
“O vice-presidente JD Vance também quis participar da reunião e será o anfitrião do encontro, que acontecerá na Casa Branca”, afirmou Rasmussen a jornalistas em Copenhague, nesta terça-feira (13).
Segundo o chanceler dinamarquês, o objetivo do encontro é tratar diretamente do tema com as autoridades norte-americanas. “Nosso motivo para buscar essa reunião foi levar toda essa discussão para uma sala onde possamos nos olhar nos olhos e falar sobre essas questões”, disse.
Trump mencionou pela primeira vez a ideia de adquirir a Groenlândia em 2019, durante seu primeiro mandato, proposta que encontrou forte resistência tanto na Dinamarca quanto nos Estados Unidos, inclusive entre integrantes do próprio Partido Republicano.
Embora a Dinamarca tenha governado a Groenlândia por séculos, o território vem avançando gradualmente rumo à independência desde 1979 — objetivo compartilhado por todos os partidos representados no Parlamento groenlandês.
Segurança no Ártico e Otan
O ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, informou que participará, na próxima segunda-feira (19), de uma reunião em Bruxelas com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, para discutir a segurança no Ártico. Vivian Motzfeldt também estará presente.
Poulsen afirmou que a Dinamarca planeja ampliar sua presença militar na Groenlândia, com a participação de outros países da Otan em exercícios e treinamentos previstos para 2026.
“Tem sido uma prioridade dinamarquesa nos últimos anos promover uma discussão dentro da Otan e, sobretudo, aumentar a atenção da aliança para as questões relacionadas à presença no Ártico e em seu entorno”, declarou o ministro da Defesa.
Fonte: Agência Brasil