Desemprego no Brasil cai para 5,1% e atinge menor nível da série histórica, aponta IBGE

Desemprego no Brasil cai para 5,1% e atinge menor nível da série histórica, aponta IBGE

Taxa de desocupação caiu para 5,1% no último mês do ano, e índice médio anual foi de 5,6%, também o menor patamar desde 2012

População ocupada também bateu recorde na série histórica, com 103 milhões de pessoas em atividade - Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

Porto Velho, RO - A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, o menor índice da série histórica, iniciada em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, 5,5 milhões de brasileiros estavam sem emprego nos três últimos meses do ano. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a taxa era de 6,2%, houve queda de 1,1 ponto percentual.

A população ocupada também atingiu um recorde histórico, com 103 milhões de pessoas no período analisado, superando o número registrado no último trimestre de 2024, quando havia 101,3 milhões de ocupados.

Taxa anual

No acumulado de 2025, a taxa média anual de desemprego ficou em 5,6%, também a menor da série histórica, representando redução de 1 ponto percentual em relação ao ano anterior.

O número de empregados do setor privado com carteira assinada cresceu 2,8% em 2025, alcançando 38,9 milhões de trabalhadores, o maior patamar já registrado. O resultado representa cerca de 1 milhão de novos empregos formais em relação a 2024.

Em contraste, durante os anos de 2020 e 2021, período mais crítico da pandemia da Covid-19, o número de desempregados no país chegou a quase 14 milhões.

Renda média em alta

Em 2025, o rendimento real habitual médio de todos os trabalhos aumentou 5,7%, o equivalente a R$ 192, chegando a R$ 3.560. Desde o início da série histórica, o menor valor havia sido registrado em 2022, com R$ 3.032.

Já a massa de rendimento real habitual anual atingiu R$ 361,7 bilhões, o maior valor da série, com crescimento de 7,5% — o que representa um acréscimo de R$ 25,4 bilhões em relação a 2024.

Setores que mais cresceram

De acordo com o IBGE, os setores que mais contribuíram para a expansão da ocupação foram os de informação e comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.

Fonte: R7

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