Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar

Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar

Saúde do ex-presidente estaria debilitada

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Porto Velho, RO - A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar por motivos de saúde. O pedido considera o quadro clínico do político, de 70 anos, que inclui enfermidades pré-existentes e as consequências de uma queda recente ocorrida enquanto ele estava preso.

Bolsonaro foi condenado em setembro pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado. Desde a condenação, os advogados já apresentaram diversos pedidos ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, buscando a concessão da chamada prisão domiciliar humanitária, todos até agora negados.

No requerimento mais recente, protocolado na noite de terça-feira (13), a defesa afirma que há “riscos clínicos concretos e reiteradamente advertidos pela equipe médica”, que teriam deixado de ser meras projeções para se tornarem uma “realidade objetiva”.

“Nesse contexto, a prisão domiciliar não se apresenta como medida de conveniência ou favor, mas como a única forma juridicamente adequada de compatibilizar a execução da pena com a preservação mínima da saúde e da vida do apenado”, sustenta a defesa.

Preso na Polícia Federal

Jair Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, em uma sala especial nas dependências da Polícia Federal (PF), em Brasília. A prisão foi determinada após o ex-presidente tentar violar a tornozeleira eletrônica que utilizava.

Desde então, Bolsonaro recebeu autorizações judiciais para deslocamentos sob escolta até um hospital particular, incluindo a realização de uma cirurgia de correção de hérnia inguinal.

Em 7 de janeiro, ele voltou a ser encaminhado ao hospital após sofrer uma queda dentro da unidade prisional, quando exames confirmaram um traumatismo craniano leve.

Entendimento do STF

Apesar dos episódios médicos, o ministro Alexandre de Moraes manteve o entendimento de que não há fundamento legal para a concessão da prisão domiciliar. Segundo o relator, a equipe médica da Polícia Federal afirma ter condições de prestar o atendimento necessário ao ex-presidente dentro da estrutura disponível.

Pedido de isonomia

No novo pedido, a defesa também solicita isonomia em relação ao tratamento concedido ao ex-presidente Fernando Collor, que obteve prisão domiciliar cerca de uma semana após ser preso, após comprovar enfermidades como transtornos de personalidade e de humor.

Os advogados argumentam que Bolsonaro sofre de diversas complicações de saúde decorrentes da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018 e que seu quadro clínico seria “ainda mais grave” do que o apresentado por Collor.

O pedido aguarda nova análise do relator no STF.

Fonte: Agência Brasil

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