CRM descobriu fraudes de irmãs em diplomas ao conferir logomarcas e assinaturas

CRM descobriu fraudes de irmãs em diplomas ao conferir logomarcas e assinaturas

Dayane Benício França e Sthefany Benício França foram presas em flagrante tentando tirar registro profissional com documentos falsos

Porto Velho, RO - Foram identificadas como Dayane Benício França e Sthefany Benício França as irmãs presas em flagrante nesta quarta-feira (28) ao tentarem obter registro profissional no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), em Cuiabá, utilizando diplomas falsos de Medicina.

Dayane é natural de Tangará da Serra, a 253 quilômetros da capital, e Sthefany de Nova Olímpia, distante cerca de 216 quilômetros de Cuiabá. A fraude foi descoberta após o CRM constatar que os nomes das duas não constavam no banco de dados nacional de atas de colação de grau, além de serem identificadas divergências em logomarcas e assinaturas nos diplomas apresentados, quando comparados a documentos oficiais.

De acordo com o boletim de ocorrência, as irmãs realizaram o pré-cadastro de primeira inscrição no Conselho no dia 20 de janeiro, anexando diplomas supostamente emitidos pela Universidade Estácio de Sá. Nos documentos, elas alegavam ter concluído o curso de Medicina em 3 de julho de 2025.

Após a análise, o CRM-MT não localizou os registros acadêmicos e, mesmo diante das inconsistências, entrou em contato com as suspeitas por e-mail, informando a aprovação do cadastro e solicitando o comparecimento presencial para a geração do número de registro e confecção do carimbo profissional. A estratégia teve como objetivo confirmar a suspeita de fraude.

Ao comparecerem à sede do CRM-MT, em Cuiabá, Dayane e Sthefany foram presas em flagrante, e todos os documentos falsificados foram apreendidos.

A tentativa de obtenção de registro profissional com diplomas falsos configura os crimes de uso de documento falso e falsificação de documento público, que preveem pena de até seis anos de prisão, além de multa. A Polícia Civil também investiga se as irmãs chegaram a atuar ilegalmente em alguma unidade de saúde.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem