CMN aprova mudanças no Fundo Garantidor de Créditos após liquidação do Banco Master

CMN aprova mudanças no Fundo Garantidor de Créditos após liquidação do Banco Master

Mudanças não afetam liquidações recentes, afirma fundo

© José Cruz/Agência Brasil

Porto Velho, RO - O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (22) alterações no estatuto e no regulamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em meio ao início dos pagamentos a investidores afetados pela liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro de 2025.

Em nota oficial, o FGC esclareceu que as mudanças não afetam liquidações recentes nem alteram as regras aplicáveis aos processos já em andamento.

Desde a última segunda-feira (19), o fundo iniciou o ressarcimento de investidores que aplicaram recursos em produtos cobertos do Banco Master. Além disso, o FGC deverá honrar garantias relacionadas à liquidação de outras empresas do mesmo grupo e do Will Bank, liquidado na quarta-feira (21). O volume total estimado dessas obrigações chega a cerca de R$ 47 bilhões.

🔧 Principais mudanças aprovadas

Uma das alterações mais relevantes está no artigo 7º do regulamento, que passa a permitir ao conselho de administração do FGC propor aumento ou redução das contribuições das instituições associadas sempre que julgar necessário. Qualquer alteração deverá ser avaliada pelo Banco Central e aprovada pelo CMN.

Segundo o fundo, não há, neste momento, discussão sobre elevação das alíquotas.

Para mitigar impactos sobre a liquidez, o regulamento também autoriza o FGC a:

    * Antecipar em até cinco anos as contribuições das instituições associadas;
    * Instituir cobranças extraordinárias, mecanismos que já estavam previstos nas normas vigentes.

Outra mudança importante é a definição de um prazo máximo de três dias para o início do pagamento das garantias, contado a partir do recebimento das informações formais enviadas pelos liquidantes das instituições.

🌍 Alinhamento a padrões internacionais

De acordo com o FGC, as alterações aprovadas têm como objetivo o alinhamento às melhores práticas internacionais de garantia de depósitos. Entre os avanços, destacam-se:

    * Ampliação do suporte à transferência de controle ou de ativos e passivos de instituições associadas em situação conjuntural adversa, mediante reconhecimento do Banco Central;
    * Cobertura de despesas e responsabilidades decorrentes de atos regulares de gestão praticados de boa-fé pela administração do fundo;
    * Maior transparência, com a divulgação de informações sobre o saldo de instrumentos cobertos por cada instituição associada.

Em nota, o fundo destacou que “as alterações permitem tornar o processo de pagamento de garantias mais rápido, previsível e alinhado às melhores práticas internacionais”, além de contribuir para a estabilidade e solidez do Sistema Financeiro Nacional, sem impacto sobre liquidações já em curso.

Fonte: Agência Brasil

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem