Blitz aérea: piloto de RO grava aproximação de avião da FAB durante voo

Blitz aérea: piloto de RO grava aproximação de avião da FAB durante voo

Avião interceptado era do Corpo de Bombeiros e transportava um paciente. Procedimento da FAB faz parte do policiamento do espaço aéreo.

Interceptação da FAB a aeronave do Corpo de Bombeiros de Rondônia — Foto: João Cordeiro

Porto Velho, RO - Uma aeronave do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, que realizava o transporte aeromédico de um paciente de Porto Velho (RO) para o Paraná, foi interceptada por um caça da Força Aérea Brasileira (FAB) na tarde da terça-feira (13). O momento foi registrado em vídeo pelo bombeiro e piloto João Cordeiro, que comandava o voo.

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Blitz aérea: piloto de RO grava aproximação de avião da FAB durante o voo

As imagens chamam a atenção pela proximidade entre as aeronaves, mas, segundo o piloto, o procedimento é normal, seguro e previsto nos protocolos de controle do espaço aéreo brasileiro.

“Eles se aproximam, se identificam e solicitam informações como local de decolagem, destino, tipo de missão, natureza do voo, nome do comandante e código da Anac. É um procedimento padrão”, explicou João Cordeiro.

A aeronave dos bombeiros transportava um paciente que precisava realizar uma cirurgia cardíaca de alta complexidade no município de Arapongas (PR). O transporte aeromédico é realizado com frequência por meio de parceria entre o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau).

Segundo o piloto, o caça da FAB se posiciona de forma visível para indicar a frequência de emergência, permitindo a comunicação direta entre as tripulações.

“Já passei por isso mais de dez vezes. É comum que passageiros se assustem, mas nesta ocorrência o paciente sequer percebeu, pois estava deitado na maca”, relatou.

Procedimento padrão de defesa aérea

Em nota ao g1, a Força Aérea Brasileira esclareceu que as interceptações fazem parte das ações de policiamento do espaço aéreo nacional. Segundo a FAB, todas as aeronaves em voo no Brasil estão sujeitas a esse tipo de abordagem, independentemente de rota, altitude, tipo de missão ou propriedade da aeronave.

A FAB explicou ainda que o processo de interceptação ocorre quando uma aeronave é detectada dentro da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA). Inicialmente, o controle de tráfego aéreo tenta estabelecer contato. Caso não haja resposta ou as informações sejam consideradas insatisfatórias, caças interceptadores são acionados para identificação visual.

O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e execução dessas ações, conduzindo medidas de identificação, coerção ou detenção de tráfegos aéreos que operam no território nacional.

Fonte: G1/RO

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