Ataque a evento de Hanukkah em Sydney deixa 16 mortos; polícia investiga ligação com Estado Islâmico

Ataque a evento de Hanukkah em Sydney deixa 16 mortos; polícia investiga ligação com Estado Islâmico

Ataque a evento de Hanukkah em Sydney deixa 16 mortos; polícia investiga ligação com Estado Islâmico

© REUTERS

Porto Velho, RO - Dois homens suspeitos de atacar um evento de Hanukkah na praia de Bondi, em Sydney, viajaram para as Filipinas semanas antes do atentado que deixou 16 mortos, segundo informou a polícia australiana nesta terça-feira (16). As autoridades investigam o caso como um ato de terrorismo direcionado à comunidade judaica.

O ataque ocorreu no domingo (14) e é considerado o pior tiroteio em massa na Austrália em quase 30 anos. Entre as vítimas está um dos supostos atiradores, identificado como Sajid Akram, de 50 anos, morto após confronto com a polícia.

O outro suspeito, apontado como cúmplice e filho de Sajid, Naveed Akram, de 24 anos, foi baleado durante a ação policial e permanece em estado grave no hospital.

Viagem às Filipinas

De acordo com a Polícia Federal Australiana, pai e filho estiveram nas Filipinas no mês passado. Autoridades de imigração do país informaram que ambos viajaram para Manila e, posteriormente, para Davao, no sul do arquipélago, em 1º de novembro, deixando o país em 28 de novembro — poucas semanas antes do ataque.

Sajid Akram entrou nas Filipinas com passaporte indiano, enquanto Naveed utilizou passaporte australiano. As autoridades filipinas afirmaram que, até o momento, não há confirmação conclusiva de que os dois tenham recebido treinamento terrorista no país ou mantido contato direto com grupos extremistas.

O sul das Filipinas, especialmente a ilha de Mindanao, é conhecido por abrigar células enfraquecidas ligadas ao Estado Islâmico (EI), que já tiveram maior influência durante o cerco à cidade de Marawi, em 2017.

Indícios de extremismo

Segundo a comissária da Polícia Federal Australiana, Krissy Barrett, as investigações iniciais apontam que o ataque foi inspirado pelo Estado Islâmico.

“As primeiras indicações sugerem um atentado terrorista inspirado pelo Estado Islâmico, supostamente cometido por um pai e um filho. Essas são ações de indivíduos alinhados a uma organização terrorista, não a uma religião”, afirmou Barrett em coletiva de imprensa.

A polícia informou ainda que um veículo registrado em nome do suspeito mais jovem continha dispositivos explosivos improvisados e duas bandeiras artesanais associadas ao ISIS, organização classificada como terrorista pela Austrália e por diversos outros países.

Ataque durou cerca de 10 minutos

De acordo com as autoridades, os dois homens dispararam contra centenas de pessoas durante aproximadamente dez minutos em um dos principais pontos turísticos da Austrália, provocando pânico generalizado e forçando participantes do festival a fugir ou buscar abrigo. Ambos foram alvejados durante a intervenção policial.

As investigações continuam, com cooperação internacional, para esclarecer possíveis conexões externas e eventuais redes de apoio ao ataque.

Fonte: Agência Brasil

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