Alero aprova lei que proíbe reconstituição de leite em pó importado para consumo humano em Rondônia

Alero aprova lei que proíbe reconstituição de leite em pó importado para consumo humano em Rondônia

Lei aprovada pela Alero protege produtores locais, fortalece a agroindústria e combate concorrência desleal.

Plenário aprovou lei que proíbe a reconstituição de leite em pó importado para consumo alimentar em Rondônia.

Porto Velho, RO - A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) aprovou o Projeto de Lei nº 1197/25, de autoria do deputado Ismael Crispin (PP), subscrito pelo presidente da Casa, deputado Alex Redano (Republicanos), e pelos deputados Jean Mendonça (PL) e Cláudia de Jesus (PT). A proposta proíbe, em todo o território estadual, a reconstituição de leite em pó e de outros derivados lácteos de origem importada quando destinados ao consumo alimentar humano.

A medida é considerada um avanço na valorização da produção leiteira regional e no fortalecimento da agroindústria local, ao coibir práticas que afetam a competitividade dos produtores rondonienses.

Para o deputado Ismael Crispin, a aprovação da matéria representa uma conquista importante para o setor.
“Esse projeto é uma resposta direta a quem vive da produção de leite em Rondônia. Não é justo que o nosso produtor concorra em desvantagem com produtos importados que chegam ao mercado a preços muito abaixo do custo de produção local”, afirmou.

O que a lei proíbe

De acordo com o texto aprovado, fica vedada a reconstituição, por indústrias, laticínios e demais pessoas jurídicas, de produtos como leite em pó, composto lácteo em pó, soro de leite em pó e outros derivados lácteos importados, quando destinados ao consumo alimentar humano.

A exceção prevista aplica-se exclusivamente aos produtos destinados diretamente ao consumidor final, para uso doméstico, comercializados no varejo e devidamente rotulados, em conformidade com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Proteção ao produtor local

A nova legislação busca combater a concorrência desleal gerada pela entrada de grandes volumes de leite em pó importado no mercado brasileiro, frequentemente comercializado a preços inferiores aos praticados internamente. Segundo os parlamentares, essa prática tem provocado desequilíbrios na cadeia produtiva do leite, comprometendo a renda dos produtores rurais e a sustentabilidade das agroindústrias locais.

Com a aprovação da lei, Rondônia passa a adotar uma política pública voltada à proteção da produção interna, ao fortalecimento da economia regional e ao apoio aos pequenos e médios produtores, especialmente no meio rural, onde a bovinocultura leiteira desempenha papel estratégico no desenvolvimento social e econômico do estado.

Além dos impactos econômicos, a iniciativa reforça o compromisso com a segurança alimentar e a transparência ao consumidor, assegurando a oferta de produtos com origem rastreável e em conformidade com as normas sanitárias vigentes.

Regulamentação

Inspirada em legislação semelhante já adotada no estado do Paraná, a proposta foi adaptada à realidade socioeconômica de Rondônia, cuja vocação agropecuária é amplamente reconhecida. O Poder Executivo poderá regulamentar a lei no prazo de até 90 dias, estabelecendo critérios de fiscalização, controle e penalidades em caso de descumprimento.

Para os parlamentares, a aprovação da matéria consolida uma política estadual de incentivo à cadeia produtiva do leite, estimula a geração de empregos, contribui para a permanência do produtor no campo e garante que o valor agregado da produção permaneça no próprio estado.

Fonte: ALE/RO

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