Trump diz que fará intervenção militar terrestre na Venezuela

Trump diz que fará intervenção militar terrestre na Venezuela

Presidente Nicolás Maduro pede prontidão à Força Aérea

© Reuters

Porto Velho, RO - Os Estados Unidos anunciaram que pretendem iniciar ações terrestres contra narcotraficantes na fronteira da Venezuela, alegando que o tráfico por mar tem diminuído devido à pressão militar norte-americana. A declaração foi feita pelo presidente Donald Trump durante conversa com militares no Dia de Ação de Graças.

Trump afirmou que as operações por terra começarão “muito em breve” e citou que, desde setembro, os EUA já destruíram cerca de 20 embarcações ligadas ao narcotráfico, matando mais de 80 pessoas no Mar do Caribe e no Pacífico. Essas ações envolvem o superporta-aviões USS Gerald R. Ford, com 4 mil soldados e 75 aeronaves.

Reação da Venezuela

O presidente venezuelano Nicolás Maduro colocou a Força Aérea em estado de alerta máximo, afirmando que o país defenderá sua soberania diante do que chamou de tentativa dos EUA de desestabilizar seu governo. Tropas fizeram exercícios simulando interceptação de aviões e invasão terrestre.

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, acusou governos aliados dos EUA de “militarizar o Caribe” e de se submeterem ao “jogo imperialista”.

Tensões regionais e impacto na aviação

As tensões também atingiram o setor aéreo. A Venezuela revogou licenças de companhias como:

    * TAP (Portugal)
    * Iberia (Espanha)
    * Turkish Airlines
    * Avianca
    * Latam Colombia
    * Gol

O governo acusa essas empresas de apoiarem “atos terroristas” dos Estados Unidos.

Com isso, o Aeroporto Internacional de Maiquetia, próximo a Caracas, operou com pouquíssimos voos. A IATA pediu que o governo venezuelano reveja a decisão.

Enquanto isso, a FAA, agência de aviação norte-americana, alertou companhias aéreas para riscos no espaço aéreo venezuelano, provocando cancelamentos adicionais.

Rússia e Venezuela

Em reunião bilateral, a vice-presidente Delcy Rodríguez acusou os EUA de tentar isolar a Venezuela e pediu mais voos diretos entre Caracas e Moscou.


Fonte: Agência Brasil

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