Rondônia, 31 de março de 2026
Ex-bailarina do Faustão sobre alimentação no presídio: "Comida estragada"

Ex-bailarina do Faustão sobre alimentação no presídio: "Comida estragada"

Natacha Horana, 33, foi presa em novembro de 2024, acusada de lavagem de dinheiro e suposto envolvimento com organizações criminosas

Natacha Horana é musa da escola de samba Gaviões da Fiel • Instagram/Natacha Horana

Porto Velho, RO - A ex-bailarina do Domingão do Faustão, Natacha Horana, falou abertamente sobre o período em que esteve presa, durante participação recente no PodShape, apresentado por Juju Salimeni. Acusada de lavagem de dinheiro e associação criminosa, a influenciadora ficou detida entre novembro de 2024 e março de 2025 e voltou a reafirmar sua inocência.

Segundo Natacha, a prisão aconteceu de forma inesperada.

“Chegaram na minha casa em São Paulo e me prenderam. Falaram o porquê: lavagem de dinheiro e associação criminosa. Aí eu perguntei: ‘por quê?’. Eles disseram: ‘pergunta para o seu advogado’”, contou.

Ela relatou que a audiência de custódia ocorreu rapidamente e que não recebeu esclarecimentos sobre as acusações.

“Perguntaram se tinham me batido. Respondi que não. A juíza disse: ‘então tá, vai presa’. Eu só pensava: ‘Deus do céu, o que está acontecendo?’”, afirmou.

“Pensei: eu posso morrer aqui”

Ao descrever os primeiros dias na prisão, Natacha disse que viveu momentos de medo e pânico.

“Você não dorme, não come, só chora. Dividi a cela com 16 mulheres, mas só tinha espaço para oito. Colchão tinha uns quatro. Dormia uma, a outra ficava acordada e a gente revezava”, relatou.

A influenciadora afirmou que o período foi “o pior da vida” e que sofreu abalos emocionais até depois de deixar a cadeia.

“Não desejo nem para o meu pior inimigo. Levar a culpa de outra pessoa, ver sua família sofrendo, o mundo inteiro falando de você… Quando saí, tive depressão, síndrome do pânico. Queria me esconder do mundo”, disse.

Condições de alimentação

Natacha também criticou a qualidade da comida oferecida às detentas.

“Comida estragada, fruta podre. Às vezes a comida até sai boa, mas até chegar lá… tem trânsito, calor. Passar Natal comendo ovo podre”, descreveu.

A ex-bailarina disse que ainda sente os impactos emocionais da experiência e que tenta reconstruir a imagem profissional que cultivou ao longo de dez anos.

Fonte: CNN Brasil

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