Rondônia, 13 de Setembro de 2026
PF e Ibama inutilizam equipamentos usados em garimpo ilegal em áreas protegidas de Rondônia

PF e Ibama inutilizam equipamentos usados em garimpo ilegal em áreas protegidas de Rondônia

Fiscalização ocorreu na Terra Indígena Roosevelt e no Parque do Aripuanã, em Espigão D’Oeste; escavadeira, motores, geradores e acampamentos foram destruídos ou inutilizados

Porto Velho, RO - A Polícia Federal, em ação conjunta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), realizou, nos dias 9 e 10 de setembro, uma operação de combate ao garimpo ilegal em áreas protegidas de Rondônia. A fiscalização ocorreu na Terra Indígena Roosevelt e no Parque do Aripuanã, dentro dos limites territoriais de Espigão D’Oeste.

A operação foi deflagrada após análises técnicas de imagens de satélite identificarem pontos com indícios de exploração clandestina de recursos minerais. As informações apontaram áreas de degradação ambiental em territórios submetidos a regras especiais de proteção.

Durante a ação, equipes da PF e do Ibama fizeram incursões terrestres e aéreas para localizar estruturas utilizadas na atividade ilegal. Nos locais identificados, foram encontrados equipamentos e instalações usados como suporte ao garimpo.

Entre os bens destruídos ou inutilizados estão uma escavadeira hidráulica de grande porte, cinco motores estacionários de uso industrial, uma motocicleta, dois geradores de energia e dois acampamentos utilizados como estrutura de apoio à atividade.

Segundo os órgãos de fiscalização, a inutilização dos equipamentos é adotada quando não há condições de retirada dos bens das áreas protegidas. A medida tem como objetivo interromper a exploração ilegal e reduzir a capacidade de continuidade da atividade.

Investigação continua

O garimpo ilegal em terras indígenas e unidades de conservação pode provocar danos como destruição da vegetação, alteração do solo, contaminação de cursos d’água e impactos sobre os ecossistemas amazônicos. A atividade também pode afetar comunidades indígenas e o acesso aos recursos naturais utilizados tradicionalmente.

As investigações continuam para identificar os responsáveis pela exploração, incluindo possíveis financiadores, operadores e beneficiários da atividade clandestina.

Os materiais e demais elementos encontrados durante a fiscalização deverão ser incorporados ao inquérito instaurado pela Superintendência da Polícia Federal em Rondônia. A apuração poderá resultar na responsabilização criminal dos envolvidos.

A operação reforça a atuação conjunta de órgãos federais no combate à exploração ilegal de recursos naturais e na proteção de terras indígenas e áreas ambientalmente protegidas em Rondônia.

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