Porto Velho, RO - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) esclareceu que a desativação de uma serraria durante uma operação realizada em 13 de agosto, no distrito de Vista Alegre do Abunã, em Rondônia, ocorreu após a identificação de irregularidades relacionadas à origem de produtos florestais.
Segundo o órgão, a medida foi necessária diante da conduta considerada recorrente da empresa de obter créditos fraudulentos em sistemas de controle, utilizados para conferir aparência de legalidade à madeira de origem ilícita.
O Ibama informou ainda que o empreendimento estava com as atividades bloqueadas desde 2021, em razão de sucessivas autuações relacionadas a infrações ambientais.
12 empresas madeireiras foram vistoriadas
A fiscalização alcançou 12 empresas do setor madeireiro durante a operação. De acordo com o Ibama, somente uma delas teve suas estruturas desativadas como medida de contenção dos danos ambientais identificados.
O advogado da serraria acompanhou os procedimentos realizados pelos agentes durante a desativação das instalações e dos maquinários.
A ação ocorreu em meio a manifestações nas redes sociais relacionadas à fiscalização. Diante da circulação de informações consideradas incorretas, o Ibama divulgou esclarecimentos sobre os motivos que levaram à intervenção na empresa.
Fiscalização encontrou 613 toras de espécies nobres
Durante a vistoria, os agentes encontraram no pátio da empresa 613 toras de espécies nobres.
Conforme o Ibama, o material não apresentava documentação capaz de comprovar a respectiva cadeia de custódia ou sua vinculação a planos de manejo florestal autorizados.
Também foram identificados 471 metros cúbicos de madeira serrada, que já havia passado pelo processo de beneficiamento e estava preparada para ser carregada e transportada em caminhões.
A situação levou à apreensão do material encontrado no empreendimento.
Madeira apreendida será destinada a estruturas públicas
Segundo o Ibama, o material apreendido será destinado à construção e manutenção de estruturas públicas.
A destinação busca dar utilização ao material apreendido dentro das possibilidades previstas para produtos florestais retirados de circulação durante ações de fiscalização ambiental.
O órgão reforçou que a intervenção ocorreu após a identificação das irregularidades e que a desativação foi aplicada especificamente à empresa que, segundo a fiscalização, apresentava situação que exigia a adoção da medida para conter os danos ambientais.
A operação faz parte das ações de fiscalização do Ibama voltadas ao combate à extração, comercialização e transporte de madeira de origem ilegal na Amazônia.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ibama