Porto Velho, RO - Dois homens e uma mulher, com idades entre 24 e 25 anos, foram presos na noite de domingo (12) após uma perseguição policial realizada por equipes do Batalhão de Patrulhamento Tático de Ação e Reação (BPTAR), em Porto Velho. A abordagem ocorreu nas proximidades da Escola Estudo e Trabalho, na Avenida Alexandre Guimarães, no bairro Areal, onde os policiais apreenderam um revólver calibre .38 escondido no veículo ocupado pelo trio.
Segundo a Polícia Militar, a operação foi desencadeada após informações do setor de inteligência indicarem que integrantes de uma organização criminosa estariam se preparando para realizar novos ataques na capital. As informações estariam relacionadas às investigações de um homicídio registrado recentemente na zona Sul de Porto Velho.
Durante o patrulhamento, os militares localizaram um veículo da marca BYD apontado como sendo utilizado pelos suspeitos. Ao receber ordem de parada na Avenida Prudente de Moraes, o motorista não obedeceu à determinação e iniciou fuga pelas ruas da cidade.
Após acompanhamento tático, o automóvel foi interceptado. Conforme o registro da ocorrência, um dos ocupantes resistiu à abordagem, sendo necessário o uso proporcional da força para contê-lo.
Durante as buscas no interior do veículo, os policiais encontraram um revólver calibre .38 escondido. Nenhum dos ocupantes assumiu a propriedade da arma.
Ainda de acordo com a Polícia Militar, os três detidos possuem antecedentes criminais. Um dos suspeitos afirmou integrar uma organização criminosa, e a eventual participação do grupo em uma facção será objeto de investigação.
A Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (FTICO) foi acionada e determinou a apreensão dos aparelhos celulares dos suspeitos para realização de perícia, a fim de subsidiar as investigações.
Após os procedimentos, os três foram conduzidos à Central de Flagrantes de Porto Velho, onde permaneceram à disposição da Justiça. Inicialmente, eles deverão responder por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, sem prejuízo da apuração de outros delitos que possam ser identificados no decorrer da investigação.
Até eventual condenação definitiva, os envolvidos são considerados investigados e têm assegurados os direitos constitucionais ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.