Rondônia, 24 de maio de 2026
Servidor de hospital municipal é preso por suspeita de desvio de medicamentos em Espigão d'Oeste

Servidor de hospital municipal é preso por suspeita de desvio de medicamentos em Espigão d'Oeste

Investigação é desdobramento de apuração sobre furto de cilindros de oxigênio; Justiça determinou o afastamento do servidor

Porto Velho, RO - Um servidor do Hospital Municipal de Espigão d'Oeste foi preso em flagrante na manhã de domingo (13), suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de medicamentos da unidade de saúde. A identidade do investigado não foi divulgada pelas autoridades.

A prisão ocorreu durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar para cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Durante as diligências, os policiais encontraram diversos medicamentos de uso restrito na mochila do servidor.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação é um desdobramento do inquérito que apura o furto de cilindros de oxigênio medicinal registrado em março deste ano. Na ocasião, outro funcionário do hospital foi preso sob suspeita de furtar e comercializar os cilindros pertencentes à unidade de saúde.

Segundo as investigações, há indícios de que os medicamentos apreendidos tenham sido retirados do estoque da farmácia do hospital. Todo o material foi encaminhado para perícia, que deverá confirmar a origem dos produtos e verificar se pertencem à rede pública de saúde.

Além da prisão em flagrante, a Justiça determinou o afastamento imediato do servidor de suas funções. A decisão também proíbe que ele tenha acesso às dependências do Hospital Municipal enquanto as investigações estiverem em andamento.

A Polícia Civil agora trabalha para identificar se outras pessoas participaram das supostas irregularidades e apura a possível existência de um esquema de desvio de medicamentos no município.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que cumpriu a determinação judicial de afastamento do servidor e afirmou estar colaborando com as investigações conduzidas pela Polícia Civil. A pasta acrescentou que o secretário municipal de Saúde deverá se manifestar publicamente após reunir todas as informações oficiais sobre o caso.

O inquérito segue em andamento para esclarecer as circunstâncias dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos. Até eventual condenação, o investigado é considerado inocente, conforme o princípio constitucional da presunção de inocência, sendo-lhe assegurados o contraditório e a ampla defesa.

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