Rondônia, 24 de maio de 2026
Quem é Mykhailo Drapatyi, o novo comandante das Forças Armadas da Ucrânia

Quem é Mykhailo Drapatyi, o novo comandante das Forças Armadas da Ucrânia

Ucraniano ascendeu até se tornar general, conquistando amplo respeito no círculo militar e se destacando em diversas operações

Nome de Drapatyi chegou a ser entoado pelos manifestantes durante protestos pela queda do ministro da Defesa - Reprodução/Telegram/@V_Zelenskiy_official

Porto Velho, RO - O general Mykhailo Drapatyi foi nomeado comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia. Sua nomeação é o desfecho de uma crise iniciada pela queda do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, decisão que desencadeou protestos em todo o país, em raras manifestações populares desde o início da guerra contra a Rússia.

Na terça-feira (21), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que Drapatyi iria substituir Oleksandr Syrskyi, líder militar que estaria em conflito com o popular Fedorov. O nome de Drapatyi chegou a ser entoado pelos manifestantes e sua nomeação foi bem recebida por civis e militares, segundo a BBC.

Ao longo dos últimos anos, Drapatyi, de 43 anos, ascendeu na hierarquia militar até se tornar general, conquistando amplo respeito dentro das Forças Armadas e se destacando em diversas operações.

Formado no Instituto de Tropas de Tanques de Kharkiv em 2004, Drapatyi começou a servir como tenente. Em 2014, ganhou notoriedade após imagens de seu veículo de combate destruindo uma barricada improvisada viralizarem. A cena sintetizava a operação, executada pelo batalhão de Drapatyi, para libertar reféns mantidos por separatistas pró-Rússia em uma delegacia de polícia em Mariupol, no leste da Ucrânia.

No atual conflito com a Rússia, o militar foi um dos maiores defensores do projeto conhecido como “linha de drones”, que prevê a criação de uma zona de destruição contínua que se estende por 10 a 15 quilômetros atrás da linha de frente. A intenção é fazer uso em grande escala de drones para impedir o avanço de tropas russas sem sofrer pesadas baixas.

Drapatyi descreveu a “linha de drones” como um exemplo de como decisões oportunas podem mudar rapidamente o campo de batalha e demonstrar a capacidade das Forças Armadas de impulsionar a inovação, segundo a United24 Media, site de notícias vinculado ao governo ucraniano que foca na divulgação de informações sobre o conflito.

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, em 2022, Drapatyi já ocupava um cargo de alto escalão nas Forças Armadas. Sob seu comando, as forças ucranianas detiveram o avanço russo em direção a Kryvyi Rih durante as semanas iniciais do conflito, antes de lançar uma contraofensiva que fez a linha de frente avançar de 6 a 23 quilômetros e libertar assentamentos nas regiões de Kherson e Dnipropetrovsk, considerados pelos ucranianos como conquistas importantes dos primeiros meses da guerra. Drapatyi permaneceu no comando do grupo de Kherson até 2024.

Em maio desse ano, o militar foi nomeado comandante do Grupo Tático Operacional de Kharkiv e teve como missão impedir que a Rússia expandisse seu avanço para muito além da fronteira. As tropas ucranianas sob seu comando mantiveram as forças russas dentro de duas pequenas zonas de segurança ao longo da fronteira, impedindo-as de se aproximarem de Kharkiv ou de avançarem mais profundamente na região, afirma a United24 Media.

Poucos meses depois, em novembro de 2024, Drapatyi tornou-se comandante das Forças Terrestres da Ucrânia — o maior ramo das Forças Armadas.

No ano seguinte, Drapatyi renunciou ao cargo sob o argumento de que assumia a responsabilidade pessoal pela “conspiração de silêncio e impunidade” que levou às mortes de 12 soldados em um campo de treinamento atingido por um míssil russo.

Isso foi visto como um sinal de responsabilidade pessoal, e a decisão de Zelensky de nomeá-lo comandante das Forças Armadas da Ucrânia, em junho de 2025, foi amplamente elogiada, destaca a BBC.

Agora, como comandante-chefe, Drapatyi terá a missão de manter as forças ucranianas preparadas para deter qualquer ofensiva russa e preservar as conquistas já alcançadas. “Todos compartilhamos o mesmo objetivo: a vitória sobre o inimigo e a criação de condições no campo de batalha, e por meio da pressão sobre a Rússia, que forcem a Rússia a fazer a paz”, disse Zelensky.

Fonte: R7

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